segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O CAMINHO DA SIMPLICIDADE


 


 







Nada há a ser rejeitado, tudo deve ser acolhido, cada peça joga um papel vital na Dança Cósmica, cada átomo e cada partícula conserva as propriedades do TODO do qual é parte. Assim é esta Matriz, chamada de dissociada de 3ª Dimensão. Este campo de experiência, para o qual Gaia cedeu seu corpo como forma de expressão, foi desenvolvido por Consciências de uma magnitude difícil de ser compreendida por seres inseridos neste jogo dual, no entanto, por esta razão mesma esta Dimensão conservou algumas propriedades, marcas indeléveis da Fonte, aspectos sem os quais, inclusive, esta Dimensão não teria meios de subsistência.





Todas as antigas tradições falam de Grandes Espíritos que velam pela vida sob o céu e que conduzem o balé da criação e da dissolução da forma neste planeta; embora haja uma grande confusão quanto à “quem é quem” nos mitos e contos simbólicos, uma classe destes Grandes Espíritos é facilmente identificada, estes foram chamados de Deuses, Espíritos dos Elementos e Devas entre outras denominações.





Não estamos tratando aqui da chamada Dimensão Elemental, que tem relação estrita com a Matriz Cristalina em outro âmbito da faixa de 3ª Dimensão do planeta, mas antes das Entidades que constroem e mantem coesas as tramas deste espaço-tempo no qual está inserida vossa consciência fragmentada agora.





Chamemo-los Devas para evitar maiores confusões.


Esta consciência dévica, essência dos reinos mineral, vegetal e animal e que preside também os torvelinhos de matéria elemental foi amplamente contatada por muitas civilizações antigas, embora nenhuma tenha se aprofundado tanto neste contato quanto o projeto genético conhecido na história deste planeta como povo indígena ou consciência coletiva indígena.





Este projeto, pois se tratou realmente de um projeto, tinha por objetivo manter abertas as portas de comunicação com os demais reinos que percorrem com a humanidade os caminhos de 3D dissociada neste planeta. Isto visava assegurar, acima de tudo, que permanentemente uma parcela de indivíduos atingisse um estado de Ser ou realização percorrendo o Caminho da Simplicidade.





Sim, simplicidade, pois o contato com o Ser através da Natureza, ou consciência dévica, exige despojamento e simplicidade. Isto é facilmente comprovado em vossa experiência diária (uma vez que mais que nunca este caminho está aberto a todos os seres humanos e tem sido explorado por um número cada vez maior de seres), basta aproximarem-se de uma árvore, pedra ou animal: vocês não podem acercar-se destas formas usando de vossas complicadas estruturas mentais, afinal de contas, quantos debates filosóficos vocês já tiveram com uma árvore? Nenhum.

 
 
 

Isto porque esta consciência escapa da rede mental humana e por isto mesmo estas Vidas propiciam o contato com o Ser através da Simplicidade.





Os antigos povos indígenas traziam em si bem presentes que cada forma, cada Vida é uma porta de contato com o Grande Espírito, o Sopro que tudo anima, por isto sua Sabedoria era algo simples e direto. Não acumularam vastas bibliotecas e nem necessitavam de sofisticados laboratórios e no entanto, respeitadas as limitações inerentes àquele ciclo, foram mais longe na exploração desta dimensão que qualquer um dos modernos métodos científicos.





A Essência da Vida manifesta ou imanifesta apreende-se no Silencio e Agora é o momento em que urge acolher e viver este princípio, o Silêncio de projeções mentais, dos rugidos emocionais, mesmo de movimentos físicos desnecessários. Tudo deve estar imbuído de Atenção e Intenção.




Nisto a Natureza tem em muito a vos oferecer – lembrando que a realização do Ser precede a Unificação da Consciência, Unificação esta que está além de qualquer dicotomia personalidade – alma. Mas a realização do estado de Ser ou Despertar é condição sine qua non para a passagem de um estado de consciência fragmentada para uma Consciência Unificada.








Recentemente houve um re-despertar dos arquétipos da consciência indígena, se expressando não mais através de um povo especifico mas, devido à abertura alcançada pela humanidade, através de impulsos a nível planetário da necessidade de reconexão com a Vida do planeta, com Gaia; movimentos externos à parte tudo isto concorre para uma maior aproximação do ser humano de sua Dimensão Divina ou Real Existência.





Sintam no sussurro do vento e no canto das águas Gaia vos chamando ao Encontro. Não se demorem mais que o necessário em vossas pequenas preocupações materiais, logo isto perderá mesmo o pouco peso que ainda tem, antes se entreguem e permitam-se experimentar a Leveza e a Suavidade que emana de vosso núcleo interior, de vosso Coração.


Revelem-se a Si mesmos e tornem-se Unos e a própria Fonte.






ORIGEM DO XAMANISMO

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por: Nuvem que passa

O que é Xamanismo?

Xamanismo é um Caminho, é um Tao, e todo Tao que pode ser definido não é o verdadeiro Tao.
Então fique claro que só um (a) praticante pode mesmo entender o que é o xamanismo, nós aqui, no limite das palavras, vamos aludir, vamos apontar, vamos dar pistas, sem nenhum pretensão de definir, pois só caminhantes entendem do caminho.
As palavras apontam, mas quem quer ver a estrela não fixa o olhar no dedo que a aponta.
A maior parte das pessoas acredita que xamanismo é um conjunto de ritos supersticiosos, evocação de espíritos e coisas assim, mas isso é falso, xamanismo é muito mais que isso, xamanismo é uma abordagem da relidade alternativa a esta que temos hoje, uma forma de se relacionar com outras realidades dentro de paradigmas completamente diferentes.
O que vejo acontecer hoje é o "modismo do xamanismo" esse modismo que a civilização consumista tem como forma de destruir e deturpar o que toca.
O sistema dominante não persegue e mata mais o conhecimento que lhe é ameaçador como na Inquisição ou no Nazismo, age diferente, absorve, contamina com seus valores limitados e devolve como modismo, barato, deturpado, arranca a essência e devolve uma forma insonsa.




Qual a origem do Xamanismo?
O Xamanismo vem da origem dos tempos, de antes dela, o xamanismo foi guardado pelos povos nativos mas não vem dos povos nativos, passou por eles, vem da aurora dos tempos, daquele período misterioso quando o ser humano ainda está surgindo e sabíamos conversar com os animais, com as plantas, com as montanhas e serras, com os rios e lagos, com os ventos, quando contávamos nossos segredos a eles e eles contavam seus segredos para nós, quando viviamos em harmonia com a Vida e a Vida nos fortalecia.
Os povos nativos também viveram assim, nesta harmonia com a natureza e com a vida, por isto o xamanismo foi um caminho entre eles, foi mantido e desenvolvido em seu seio.
Para falar do xamanismo precisamos de mito e poesia, pois a palavra do discurso simples é limitada demais para abranger algo tão vasto, esta ARTE, CIÊNCIA, FILOSOFIA e MÍSTICA que de forma generalizada denominamos XAMANISMO.


Qual a origem do termo Xamanismo?
O termo xamanismo foi consagrado pelo uso, Mircea Eliade em suas pesquisas encontrou no norte da Ásia, na região da Sibéria, homens e mulheres capazes de entrar em transe, de estabelecer uma PONTE, entre este mundo e outro, capazes de curar, de afastar tempestades, guardiães da história oral de seu povo, eram gentes que sabiam andar no mundo das não gentes e sabiam travar contato efetivo com estas não gentes e voltavam do seu transe para este mundo e sabiam integrar tudo aquilo na realidade de seus cotidianos.
"Xamãs" assim eram designados no dialeto local e o termo, termo foi incorporado no trabalho de Mircea e se consagrou para definir os yayés, os shabonos, os magistas de várias nações que tem o mesmo poder, ser ponte entre mundos.
O Xamanismo vem de ancestrais civilizações que já existiram na Terra, ao contrário da visão predominante nós acreditamos que a Terra já teve civilizações diversas, de grande desenvolvimento. Civilizações que desenvolveram tecnologias complexas, mas tecnologias brandas,não poluentes, bem diferentes das atuais, por isso, neste campo, deixaram poucos vestígios.
Para nós acontece algo similar como o "Planeta dos Macacos", a civilização dominante tenta a todo custo esconder que os povos escravizados já desenvolveram poderosas civilizações.
Machu Pichu, Tiahuanaco, as ruínas por toda a América Central, Ilha da Páscoa, Stonehenge, Pirámides no Egito, Angkor, são lembranças desta grande civilizaçao planetário que por alguma razão entrou em colapso há coisa de 10 mil anos atrás.
É desta civilização ancestral que vem grande parte do conhecimento xamânico que é também mantido e desenvolvido pelos povos nativos.
O senso comum que se tem que o xamanismo é apenas um saber nativo precário é equivocado, precário é o conceito que se tem dos povos nativos.


Portal de entrada de Angkor

Xamanismo é uma religião?
O Xamanismo tende a ser encarado como religião .
Para alguns civilizados que tem contato com as propostas do xamanismo pode ser, no sentido de caminho de religare, de se colocar novamente conectado a si mesmo, a natureza e a Divindade.
Mas em sua origem e estrutura é mais que isso.
Porque etmológicamente religião é "religare" conectar o que está desconectado e os povos nativos não estão desconectados, não estão precisando ser religados, estão em total sintonia com a vida, com a Divindade em todas suas formas.
Da mesma forma que não se "reviveria" o que está vivo, não vamos "religar" o que nunca foi desconectado, assim, para os povos nativos o Xamanismo não é uma religião, pois os povos nativos não precisam de religião, não estão desligados como os civilizados, assim não há o que religar.




Então o que é Xamanismo para o povo nativo?
O xamanismo para o povo nativo é uma ciência, uma arte, uma filosofia e uma "mística", não é religião, pois quem não está desconectado, quem não está "desligado" não precisa ser "religado".
Esta a falácia, a triste mentira dos pregadores que vão converter os nativos.Eles chegam com suas religiões de pecado e medo, de conquista e domínio, roubam o paraíso que o nativo já vive e então lhes prometem um paraíso no futuro, rompem o estado de conexão plena e natural com a Divindade que o nativo já possui e oferecem suas divindades geradas a imagem e semelhança do ser humano, sempre no intuito de dominar e gerar servos.
É a continuação das atrocidades da conquista que continua a cada dia.
Nenhum povo nativo precisa de religião ou conversão, já tem a sua, milenar e completa, é uma violência esses pregadores que vão impor suas religiões aos povos nativos, religiões oriundas de um mundo que, basta olharmos a nossa volta, não resolveu os problemas básicos sociais, ambientais, políticos, econômicos e existenciais e tem a pretensão de impor a outros um sistema que nem para si mesmo serve.
Xamanismo é um caminho, não uma religião, porque religião no mundo de hoje é algo muito perdido, é um instrumento para homens e mulheres dominarem outros homens e mulheres, é justificativa para guerras, para atrocidades... o nativo não precisa de nada disso, o xamanismo não trilha esses caminhos de mentira, então não podemos chamar algo tão amplo e complexo como o xamanismo de religião que tem se mostrado algo tão limitado.




Ser Xaman hoje está na moda?
Hoje a moda do xamanismo é "chamar o animal de poder", então se convencionou que basta tocar um tambor ou ouvir o som gravado de um e entrar em alfa e pronto, em coisa de meia hora se imagina uma animal, geralmente um animal fashion e pronto, descobriu seu animal de poder.
Isto é uma grande tolice, inverdade, mentira, é mais uma bobeira que criaram para manter o ser humano nesse simulacro de vida, com simulacros de vivências.
O civilizado já roubou as terras do nativo, depois roubou sua alma, depois roubou sua história, agora rouba suas práticas e as falseia.
Eu afirmo, como xamã, que isto é falso, que nada tem a ver com a profunda e transformadora experiência que é ir ao animal de poder, porque não "temos" um animal de poder, somos nosso animal como este animal é a gente, numa relaçào muito complexa onde descobrimos que somos seres que existimos em muitas facetas e dimensões diferentes simultaneamente.
Um aprendizado que requer anos de prepararo para não esfacelar nossa psiquê, mas que bem elaborado vai ser integrado a nossa realidade existencial e nos fazer mais fortes e livres da Matrix onde fomos inseridos.
Despertar nosso animal de poder é uma experiência avassaladora que muda toda a vida da gente, não pode ser gerada dentro de uma sala, de um salão com mais dez pessoas e um só "facilitador" brincando de xamã.
Um animal de poder é evocado em um rito, num lugar ermo, com grande fogueira que não pode se apagar durante todo o rito, quem vai ritualizar jejuou, suou, já se harmonizou com sua árvore de poder, sua pedra de poder e só então vai percorrer a perigosa trilha até o animal de poder.
Mas hoje existe o que chamo de xamanismo "fast food" e simplificam tudo.
Confundem experiências psicológicas com experiências espirituais, tem seu valor, mas vamos deixar claro, experiências catárticas psicológicas não são experiências espirituais.
A civilização tecnológica por ter gerado suas máquinas e seus brinquedos de conforto tem a pretensão em ser o ápice do desenvolvimento humano.
O xamanismo ri disso, enquanto a Nasa gasta milhões para suas naves, xamãs viajam pelas dimensões da realidade usando meios bem mais simples mas não menos reais.
As tradições xamânicas tem sua práxis e complexidade como as universidades modernas o tem.
O saber xamânico também exige estudo, disciplina e experimentação.
Apenas diferimos enquanto o cientista fica trancado em seu laboratório o(a) xamã tem na vida seu campo de estudo e experimentação.
Os povos nativos tem uma harmonia fantástica com a Vida, com a Terra como ser vivo, com a Natureza, harmonia que perdemos completamente, primeiro pelas religiões que afastaram nosso contato com a Vida e a natureza, depois pela revolução industrial que para atingir seus fins, "coisificou" tudo, arrancando da natureza sua condição de ser vivo e consciente e limitando a mesma a "fornecedora de matérias primas. "
O Xamanismo é uma abordagem orgânica da vida, do fenômeno de estar vivo e da vida como campo cognitivo.




E Carlos Castañeda?
A atual onda de interesse pelo xamanismo deve sem dúvida muito ao Doutor Carlos Castañeda.
Embora grande parte de suas obras não sejam reconhecidas pelos círculos antropológicos mais ortodoxos é graças a obra deste notável cientista que o mundo contemporâneo, empenhado numa campanha sistemática de extermínio dos povos' nativos, não só fisicamente, como também os apagando da história com avaliações superficiais e patéticas de suas tradições, começou a rever o papel desses homens e mulheres que merecem uma reavaliaçao profunda de tudo que foi dito e escrito sobre eles.
Carlos Castañeda é um dos mais profundos e inovadores pensadores do século XX, suas obras escapam da mesmice do ocultismo europeu e orientalista até então em voga e apresentam uma nova descrição de mundo que segundo o autor lhe foi revelada por um grupo de herdeiros de uma antiga civilização que viveu no México Central, uma tradição que ele chama de Toltecas, deixando claro que pouco tem a ver com os Toltecas enquanto nação.
Há uma elegância e coerência nas idéias apresentadas no decorrer das obras do Doutor Carlos Castañeda que colocam suas teorias naquela condição que os físicos e cientistas em geral apontam para validar uma teoria, ampla, abrangente, elegante e resiste a inquiriçoes de vários ângulos.
Dr Deepak Chopra coloca : "Carlos Castañeda foi um dos pensadores mais profundos e influentes do século XX. Suas idéias estão definindo a direção da futura evolução da consciência humana. Todos nós lhe devemos muito".
O xamanismo e as nações indígenas devem muito a este cientista, mas o xamanismo apresentado pelo Doutro Castañeda representa uma vertente, existem muitos outros movimentos xamânicos em ação no mundo contemporâneo.


Carlos Castanheda

Existem ramificações no Xamanismo?

O xamanismo vai mais além, é uma vasta árvore, com frondosa copa, de muitos galhos e ramificações.
Existem ramos de xamanismo de cura, dança, canto, música, contos, lendas, existem abordagens diferentes de como se aproximar do xamanismo e de como trilhar o caminho, de acordo com a Tradição que o apresenta.




Quais os princípios do Xamanismo?

O Xamanismo está profundamente ligado a natureza, assim, se formos falar de principios do xamanismo um deles será um elo com a natureza, uma postura ecológica constante, uma relação de respeito e igualdade com tudo que é vivo, um tratar dos animais e plantas como iguais, num nivel que o civilizado tem dificuldade de entender.
O xamanismo celebra a vida, os ciclos da natureza, mas o celebrar do xamanismo não é adorar, não é prestar culto ou submissão a um ente superior, para o xamanismo tudo está interligado, assim tudo é igualmente sagrado, um (a) xamã se ajoelhando na terra não estará demonstrando "temor" a um ente superior, está se aninhando no seio da Mãe, se aconchegando na fonte de onde tudo provém, a Mãe Terra.




Como posso me tornar um Xaman?

Muitas pessoas podem se perguntar: como posso me tornar um xamã? Depende da tradição.
Um xamã via de regra é escolhido por sinais, sinais que nascem da natureza, do meio onde vive.
Existem muitos caminhos, alguns ficam doentes, tem problemas sérios e então entidades mágicas e forças especiais vem em seu auxilio, quando estão curados descobrem que podem ser estas pontes e é isto que os xamãs são,pontes, seres capazes de entrar e sair deste mundo.
Depois vem a habilidade de curar, de encantar, enfim habilidades diversas que demonstram a condição de xamã.
Outros (as) são aceitos(As) como aprendizes por quem já trilha o caminho e recebem aprendizado formal.
Aprendem a lidar com ervas, a curar, a encantar, a se comunicar com os animais, a tirar seu poder da natureza e com ele realizar magias diversas.
Outras tradições consideram que não está na esfera do humano escolher quem vai ou não ser xamã, só sinais impessoais, vindos da própria natureza podem indicar quem está pronto quem não está para isso.
Mas tornar-se xamã é um caminho longo, lento, para a vida inteira, assim o que não podemos é cair no charlatanismo dos que "vendem " iniciação, como tenho visto por aí, vendendo fases de iniciação, cada uma a um preço bem salgado, isto é puro charlatanismo, é querer lucrar com a ingenuidade e boa fé alheia.
Pode-se dar um curso de xamanismo e mesmo cobrar por isso, mas lembrar que assim como quem faz um curso sobre dietética pode aprender a se alimentar melhor, mas não vai se tornar um nutricionista com o curso, quem faz um curso sobre xamanismo pode aprender a usar vários conhecimentos xamânicos para viver melhor, mas não vai se tornar um xamã com isso.
Ninguém pode tornar ninguém xamã, como ninguém torna ninguém artista, o máximo que fazemos é ajudar a desabrochar e como no caso do(a) artista, um(a) outro (a) mais experiente, pode transmitir as técnicas que vão apurar o talento já existente, mas ninguém gera um artista, as forças que geram um(a) artista ou um (a) xamã, nascem além da esfera humana e não temos nenhum controle sobre as mesmas.
Cada pessoa, de acordo com sua afinidade vai se aproximar de forma diferente e trilhar de forma distinta o Caminho, que como todo TAO se adapta ao caminhante tanto quanto o caminhante se adapta ao Caminho.
Há um dito antigo que serve a todo (a) buscador sincero :
"Quando queremos sinceramente nos pôr a caminho para a grande busca, o nosso objetivo, com igual ímpeto se põe em nossa busca e com o mesmo ímpeto que buscamos nosso objetivo, ele nos buscará."

Nuvem que Passa




MITOS CELTAS


 




Os contos e os mitos do mundo céltico são crenças antigas que estão graficamente preservadas em vários textos ou manuscritos, que vão desde o irlandês "Lebor Gabála Érenn - O Livro das Conquistas" ao Mabinogion - coletânea escrita em prosa, no galês medieval - baseado nas tradições dos primeiros contadores de histórias, conhecidos como bardos, na tradição druídica.
Estas histórias serviam como elemento de educação para os jovens da nobreza céltica, pois seus personagens heróicos forneciam um modelo de comportamento guerreiro, próprio para juventude da época. Contudo, os mitos também forneciam representações lendárias de personagens reais, tão marcantes que foram preservados tanto na poesia bárdica como na memória popular.
Mesmo com a chegada do cristianismo, os contos orais não puderam ser destruídos, mas acabaram sendo adaptados ou cristianizados, onde antigos Deuses celtas tornaram-se um único Deus e sacerdotes druidas foram "substituídos" por monges católicos, isso, se restou algum druida vivo depois do século I.
Sendo que, o maior prodígio destas histórias são indiscutivelmente o fato de terem sobrevivido, durante séculos afora, fornecendo até os dias de hoje, informações sobre este rico e encantador mundo celta, para que assim, possamos transmiti-los às gerações futuras, preservando um pouco mais da cultura celta.
Mas, antes precisamos saber as definições básicas, entre: lendas, mitos e contos.
- Lendas: narrativa de caráter maravilhoso, em que fatos históricos são transformados pela imaginação popular ou pela invenção poética. As lendas freqüentemente contêm um elemento real.
- Mitos: narrativa popular ou literária, que coloca em cena seres sobrenaturais e ações imaginárias, para as quais se faz a transposição de acontecimentos históricos reais, fabulosos ou fantasiosos.
- Contos: como gênero literário de ficção é a narrativa folclórica em prosa, tanto oral como escrita, de menor dimensão das tradições, lendas, canções e costumes populares de um país.
Por fim, a história dos celtas mantêm-se vívida, através da memória ancestral das lendas e dos mitos, contadas em verso e prosa, por séculos afora... Que assim seja!
 





 

TENDA DO SUOR


Temazcal ou Tenda do Suor:









O que é a tenda do suor?

A “Tenda do Suor” (também chamada de “Temazcal”, “Inipi” ou "Sweet Logde"), é um banho de vapor, porém, com uma profunda conotação espiritual. Os vestígios mais antigos dessa prática se encontram nas zonas arqueológicas dos Maias, no México e na Guatemala, mas acredita-se que a tradição é muito mais remota.

Trata-se de uma tradição milenar usada por várias etnias ameríndias com o objetivo de curar, limpar e purificar corpo e a mente.









Seu uso através da história tem sido tanto terapêutico como ritual em cerimônias, e a sua prática sobrevive graças à tradição oral das comunidades indígenas e, atualmente, devido ao crescente interesse da sociedade contemporânea em buscar uma melhora na qualidade de vida.

Nessa prática, intervêm os quatro elementos: a Terra, que nos apoiamos, o Fogo, onde as pedras são aquecidas, a Água, colocada sobre estas e o vapor, representando o Ar. São utilizadas, também, ervas aromáticas e plantas medicinais.






 

Como funciona o ritual?

O ritual do Temazcal acontece após o aquecimento de várias pedras em uma grande fogueira, sendo elas então levadas a uma cabana em forma de um hemisfério. É dito na tradição que o formato da tenda representa o "útero da Mãe-Terra", motivo de muita reverência, respeito e gratidão.

No interior dessa tenda, os participantes entoam cantos e tocam tambor, enquanto o condutor da cerimônia (corredor de temazcal) despeja água sobre as pedras incandescentes.

O vapor d’agua mesclado com o perfume das ervas medicinais contribuem para a saúde do corpo, de uma forma natural, desobstruindo os poros da pele, dilatando os vasos sanguíneos, proporcionando assim, a eliminação de toxinas e melhoras ao aparelho respiratório e imunológico.

A cerimônia realiza-se em quatro “portas” - assim chamado o momento em que a tenda é reaberta. Essas etapas variam de intensidade e propósito. Em cada “porta”, através dos cantos tradicionais e das batidas do tambor, ensinamentos ancestrais são repassados.






Quem pode/deve fazer a tenda?

A princípio qualquer pessoa. É indicado para as pessoas que se sentem intoxicadas, física ou mentalmente; para pessoas com problemas respiratórios e indivíduos com dificuldade de relaxamento muscular. Ajuda a vencer os processos de claustrofobia e outros medos.
Pode-se fazer a "Tenda do Suor" na busca de uma reconexão com seu poder pessoal, para se preparar (motivação) para a realização de algum intento, ou mesmo celebrando ou em agradecimento por uma realização. Muitas pessoas também adentram à tenda com o propósito de obter "resposta" ou alento em algum conflito interno.


Precisa ter alguma religião para fazer a tenda? Não. O Temazcal é um ritual aberto a pessoas de diferentes crenças e religiões. Não é necessário qualquer iniciação ou pré-requisito para participar.

Pode-se, inclusive, adentrar na tenda para obter apenas os benefícios físicos, como acontece em alguns resorts e SPA’s. Essa prática advém de tradições ancestrais que entendiam o “ser humano” como parte integrante (indissociável) da Natureza.


Quais são os benefícios?

Como já mencionado, o Temazcal pode ser observado sob dois aspectos: o da saúde do corpo e o espiritualista. Para a saúde do corpo, o contato com ao efeito do calor e respiração desse vapor aromático faz a pele suar, relaxando o corpo e desintoxicando-o. Assim, promove limpeza dos sinos nasais e paranasais aliviando casos de sinusite, catarros, asma, bronquites e enfisemas. Purifica a pele, desintoxica o corpo, estimula a circulação e o sistema imunológico. Em razão de seu efeito relaxante, combate a insônia, revigorando e dinamizando os processos mentais. Essa prática é considerada como um coadjuvante no combate ao estresse.

Contudo, é importante observar que a “Tenda do Suor” é mais do que um simples banho de vapor e ervas que nos ajuda a melhorar o funcionamento do organismo. É dito que o Temazcal é um espaço onde forças elementares da natureza interagem. Dessa forma, ao adentrar na tenda, entramos em contacto com os quatro elementos fundamentais que mantêm a vida em nosso planeta: água, terra, fogo e o ar. Isto possibilita a interação com “forças elementares” que não são percebidas através de nossos sentidos “externos”. Ao contrário, focando nossa atenção nos “sentidos internos” damos chance a uma interiorização, ou seja, um contato com nossa verdadeira Essência.


Existe alguma contra indicação?

A princípio desaconselhamos a participação de cardíacos com episódios recentes, pessoas que passaram por cirurgia recente ou procedimento que, a pouco tempo, agrediu a pele (queimaduras, tatuagens, piercing etc).

Nessa tradição, guarda-se um respeito a mulher durante seu período menstrual. É dito pelo anciões que nesses especiais momentos, o “poder pessoal” da mulher está voltada à direção da Terra (o Temazcal tem o sentido voltado à direção do Céu). A menstruação é, segundo esses ensinamentos, uma “cerimônia individual” de doação de seu próprio sangue pela continuidade dos ciclos da vida. Nessa condição, em respeito à “cerimônia natural” do ser feminino, pede-se que as mulheres durante seu período menstrual não partilhem da tenda.










Chanupa ou Cerimônia da Pipa Sagrada:


Existe uma lenda que diz que dois homens caminhavam juntos quando, repentinamente, uma linda mulher vestida de branco lhes apareceu. Um deles a olhou com desejo, e por isso, no mesmo instante, caiu morto. O Outro, a olhou com admiração, como quem olha algo divino. Ela se apresentou como a “Mulher Búfalo Branco” e pediu que ele levasse uma mensagem para a sua tribo. Pediu que todos se reunissem dentro do Temazcal (tenda do suor) onde ela apareceria para lhes passar mais instruções sagradas.
E assim foi feito: quando ela finalmente surgiu na “tenda do suor”, apresentou-lhes a “Pipa Sagrada”, a medicina do tabaco e a maneira em que ela deveria ser utilizada. Revelou assim, que seu propósito seria de unir as pessoas em oração para rogar por tempos melhores diante das dificuldades e agradecer pelas bênçãos. Seria uma maneira poderosa de falar ao pé do ouvido do “Grande Espírito”.

A “Chanupa” – também conhecida como "Pipa Sagrada" ou “petyguá”- é um instrumento que representa o centro da tradição do Caminho Vermelho. Acredita-se que dele se obtém a conexão com o divino, com o poder de elevar as preces, propósitos, intenções e agradecimentos ao “Grande Espírito”. Por isso o seu compartilhar é tido como um momento de muita honra e é muito reverenciado.

Sua estrutura é dividida em duas partes: a parte aonde vai o tabaco, que geralmente é feita de pedra, representando o Feminino, e o corpo, por onde passa a fumaça, que é feito de madeira, representando o masculino. Essa conexão representa o equilíbrio e a harmonia entre estas duas polaridades.

Ao acendê-la, antes mesmo de falar, toma-se uma benção com a fumaça, levando-a para cima da cabeça e logo ao coração. A fumaça não pode ser tragada, pois ela deve subir pura, para que os Espíritos do Grande Mistério entendam com clareza o rezo(pedido ou agradecimento).

É muito importante lembrar que o tabaco utilizado neste ritual não é o industrializado (misturado com materiais químicos, nocivos à saúde) e sim o tabaco “cerimonial”. Segundo Sun Bear (1929-1992) “medicine chief”, escritor e visionário índio Chippewa (Michigan, EUA) o tabaco cerimonial “(...) quando reverenciado no Cachimbo Sagrado, carrega as preces (wishes) para os Espíritos. Fumar tabaco é fazer um chamamento ao plano espiritual para ajudar. Quando alguém fuma por diversão, está continuamente fazendo chamadas aos Espíritos para si com um falso alarme”.

Por mais paradoxal que nos possa parecer, o tabaco sempre foi considerado pelos índios como “Planta de Poder”, tida como uma erva de cura que, todavia, caiu em mau uso pelos brancos com sua utilização totalmente desvirtuada e abruptamente desregrada. Consideram que, como toda forma de “medicina”, pode fazer muito mal para quem não lhe dá o devido uso. Enfim, cabe a cada um tomar as suas conclusões.

A Cerimônia da Chanupa é gratuita, aberta a todos, independente de credo







Círculo de Mulheres:


O que é Círculo de Mulheres
É um encontro, uma íntima cerimônia, para as mulheres reunirem-se e discutirem entre si as suas questões, onde se trabalha a relação da mulher com a própria mulher, onde são abordadas questões ligadas ao relacionamento, o desenvolver do poder feminino, o contato com as ervas, com as diferentes formas de elementos naturais da terra: pedras, água, fogo, os cantos, as danças e os ritos.
Resgata-se o contato com a lua, com os sonhos, a sexualidade, com a menstruação e as emoções, no sentido de estar liberando destes contatos diários sentimentos como a inveja, a fofoca, maledicências e outros.
Só quando a mulher está inteira, completa e vive seus valores femininos plenamente é que ela pode estabelecer um relacionamento sadio, numa postura de troca, com o mundo em seus universos masculino e feminino e infantil.
Assim em um Círculo de Mulheres, cada mulher é ela mesma e também um aspecto de todas as outras mulheres presentes, ele é um lugar seguro para falar a verdade sobre sentimentos, percepções e experiências.





 



Que tipos de ensinamentos são repassados
Cada reunião é um rito, onde através de instrumentos sagrados como o tabaco (forma original, puro, sem mistura), o tambor e os rezos, são realizadas cerimônias vivenciais. Primeiramente na busca da mulher consigo mesma, depois no contato da mulher com a mãe, com avós e toda a ancestralidade, primeiro o lado feminino e depois o masculino.
Estas têm como objetivo a limpeza da memória nos mais diferentes níveis: mental, espiritual-emocional e físico. À medida que seguem estas vivencias vamos encontrando o contato com as anciãs antigas e todos os seus ensinamentos, através da visualização criativa e do despertar da intuição.
Nesta tradição procura-se seguir os ensinamentos repassados pelos povos nativos, os quais foram procurados seguir na sua forma original, geração após geração.


Os Nativos consideram o período menstrual o de maior poder da mulher.
Por quê?

Segundo estes ensinamentos a menstruação feminina é considerado o período de maior poder porque é um tempo para o recolhimento, de procurar contatos com os sonhos. É um período onde a mulher se torna essencialmente intuitiva e sensitiva, daí a necessidade do recolhimento e o que era chamado antigamente de tenda da lua, onde a mulher se recolhia em uma tenda e os homens e as demais mulheres a serviam. Passado este período reunia-se a tribo para ouvir os ensinamentos recebidos.
Com a modernidade este período de recolhimento tornou-se praticamente impossível e desta maneira trava-se dentro da própria mulher uma grande luta: seu corpo exigindo recolhimento, e as atividades diárias não o permitindo.
A falta de respeito desta necessidade foi gerando na mulher situações de desconforto, irritabilidade, dores de cabeça, negação da própria menstruação, sintomas comumente chamados de TPM. E assim foi e continua sendo negado o próprio poder feminino.



Como a mulher percebe que não está sintonizada com ela mesma
Quando não mais encontra o prazer da vida. A medida que ela vai negando a sua natureza, vão surgindo as insatisfações e emoções ligadas a esta insatisfação como: falta de alegria, desprazer, angústia, depressões e dores.






 

Como resgatar este poder da mulher.
Sabemos da impossibilidade de recolhimento da mulher neste período, por isso o círculo de mulheres tem como propósito o resgate e adequação deste poder para a realidade atual, ou seja, aprender a se recolher nas condições que lhe são impostas.
Na medida em que a mulher começa a encontrar esta sabedoria e intuição dentro dela, começa a irradiar esta felicidade ao redor: tanto na família, quanto no trabalho e nas suas diferentes relações.