terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

APACHES


 








s-APACHES



Os Apaches são os índios mais conhecidos da América do Norte por serem um povo aguerrido e muito exposto no cinema. Eles se auto definem como Ti-neh (O Povo).
Habitavam uma área enorme no lado oriental do Novo México, que também invadia o Texas e o México. Este povo orgulhoso e guerreiro se dividia em muitos grupos, sendo mais conhecidos os jicarillas, os mescaleiros e os chiricahuas, mas haviam os kiowa, white mountain, os tontos, etc. Os primeiros intrusos do território Apache foram os espanhóis, a partir de 1.500.
Apache é uma palavra que significa inimigo e como os Navajos pertencem ao grupo lingüístico Athapaska, e também são da área cultural Sudoeste. Mas as coincidências param por aí.
Haviam diferenças entre os vários grupos de Apaches, principalmente no modo de vestir e nos acessórios que utilizavam. Haviam os grupos mais dedicados ao pastoreio e caçadores de bisontes, animal que garantiu a sobrevivência durante séculos, e outros voltados para os saques em fazendas e povoados, como os Mescaleiros, que viviam nas montanhas.
Na cultura tradicional, as mulheres cuidavam do alimento, da madeira e da água, enquanto os homens tinham que caçar e guerrear. A poligamia era praticada quando as condições econômicas permitiam. A religião era fundamental na vida Apache e pediam a proteção dos espíritos das montanhas. Usan era o seu Deus. Os feiticeiros eram muito respeitados nas tribos e detinham muitos poderes, freqüentemente influenciando os chefes nos Conselhos tribais, em que tomavam suas decisões mais importantes.
Por serem grandes guerreiros e precisassem se locomover com grande freqüência, suas tendas era feitas de lã e gravetos, para montar e desmontar de forma rápida. Assim podiam sumir sem deixar vestígios em pouco tempo, quando se viam ameaçados.
Viviam numa região hostil, de escassos recursos naturais e por isso se especializaram em saquear as fazendas e povoados dos colonizadores brancos e via de regra roubavam também as outras tribos, sumindo rapidamente nas serras da região, onde construíam inacessíveis esconderijos. Durante muitos anos o Exército sofreu na tentativa de subjugar os Apaches, mas parecia impossível combate-los.
Além do conhecimento do terreno, os Apaches contavam com a resistência animal conseguida em anos de vida dura e treinamento. Sabe-se que os índios passavam por treinamentos muito rigorosos, alguns incríveis, como o aplicado aos jovens, que corriam dez milhas com a boca cheia de água e não podiam beber um gole sequer. Eram atiradores admiráveis com o arco e flecha ou lançando suas machadinhas e cavaleiros invencíveis, capazes de cavalgar durante vários dias, sem parar para dormir. Se o cavalo morria, eles continuavam sua marcha a pé. Também eram admiráveis no combate corporal, quando usavam de muita astúcia e força. E por fim, eram guerreiros barulhentos, que arrepiavam os inimigos com seus gritos de guerra e rostos ferozes pintados para o combate.
Como em todo lugar da Terra, os lideres eram escolhidos entre as famílias mais importantes, mas qualquer um podia chegar a chefe, se tivesse carisma e autoridade, principalmente se adquiridos em combate. Adotavam, quando possível, o tipo democrático e geralmente assumia o comando o guerreiro mais próximo ao que deixava o posto.
Os Apaches são estimados em cerca de 18 mil pessoas e já foram bem menos na década de 30, quando não passavam de 8 mil. Hoje são civilizados e convivem em paz com os brancos, que aprenderam a respeita-los.
Mas se os Apaches eram estes guerreiros formidáveis e invencíveis, como perderam a Guerra com os brancos? Ora, os brancos não paravam de chegar na região e tramavam sem trégua para expulsa-los. Com o tempo, corromperam muitos índios e espalharam doenças nas tribos. Nestas condições adversas, um lado diminuía e outro aumentava. Porém, não foi fácil para os brancos, pois alguns Apaches se destacaram e deram muito trabalho.








Mangas Coloradas


Um dos grandes ícones Apache foi o Chefe Mangas Coloradas, apelido recebido graças ao roubo de uma camisa vermelha. Em 1837, ele era o guerreiro mais conhecido no Novo México, que ainda pertencia ao México e em Sonora, estado vizinho ao sul, pagavam-se 100 dólares por um escalpo Apache, tamanha o ódio e o temor desses índios. Foi quando usaram um embuste e deram uma festa em Santa Rita, tendo como convidados os Apaches do Chefe Juan José. Os índios atenderam ao apelo e quando estavam cheios de whisky e tequila, entrou em ação um canhão, que abriu fogo contra os Apaches, que foram massacrados em 100, inclusive o chefe. E coube a Mangas vingar os irmãos. Num assédio a Santa Rita, onde ninguém saía com vida. Mas os índios se afastaram antes de tomar o povoado. Então cerca de 400 habitantes decidiram deixar a região e por vários dias não viram sinal dos Apaches, mas foram atacados num desfiladeiro e mortos. Apenas 5 escaparam e conta-se que foi para noticiarem o massacre aos brancos.
Mangas foi aprisionado em 1863, durante a guerrilha com os Estados Unidos e morto sob tortura por soldados bêbados, como conta a versão oficial do Exército, mas fala-se a boca curta que o fizeram pagar pelas suas torturas escabrosas.








Cochise


Este grande líder Apache, da tribo dos Chiricahuas, promoveu a paz com os brancos durante muito tempo. Mas em 1858, construíram uma estação de diligência perto de Passo Apache, a região foi habitada e certo dia noticiaram em Forte Buchanan o rapto de um rapaz. Mandaram 50 soldados prender Cochise, que os recebeu em paz, mas ao perceber suas intenções, conseguiu escapar. Teve inicio mais um período turbulento na história Apache. Cochise ordenou que matassem qualquer branco que ultrapassassem o Passo e construiu uma fortaleza nos Montes Dragon. Até maio de 1862, ninguém conseguiu dar cabo dos Apaches, que estavam fortes com a aliança de Cochise e Mangas Coloradas, somando quase mil guerreiros. Porém, o General Carleton levou dois canhões, arma desconhecida pelos Apaches, e conseguiu uma vitória sobre eles, construindo em seguida o Forte Bowie, para assegurar a posição, bem na fronteira do território Apache. Mas continuava a corrida dos mercadores e especuladores para dominar o território e expulsar os índios, causando todos os tipos de conflitos. Em 1870, Cochise deu permissão para a passagem de diligências no território Apache, após entendimentos com um branco corajoso, de nome Tom Jeffords, que foi negociar com o chefe Apache, sozinho. Cochise, após a pressão contínua e muitas promessas do governo, aceitou também ir para a reserva de Sulphur Springs, um maldito lugar inóspito, que adoentou muitos guerreiros, inclusive o grande Chefe, que faleceu em 1.874. Em seu lugar assumiu o filho, Tazay, que continuou os passos do pai, procurando a paz, mas respondendo às afrontas.







Victorio e Nana


Victorio pertencia à tribo dos Mimbreños e foi um braço forte de Mangas Coloradas. Quando o seu povo foi confinado na reserva de San Carlos, no Arizona, lugar de planaltos e desertos, ele resolveu fugir. Dali reuniu um grupo de mescaleros e iniciou uma luta insana contra os brancos, causando mortes e destruição em suas incursões relâmpago na região de fronteira com o México. Foi caçado pelos casacas-azuis durante anos. Cansado de persegui-los em vão, americanos e mexicanos entraram num acordo para destruir de vez o seu bando. Então Victorio perdeu muitos guerreiros num confronto com o 10º. de Cavalaria em Rattlesnake Springs e fugiu para o México, mas era esperado e os Apaches foram pegos de surpresa e massacrados. Somente alguns guerreiros conseguiram escapar.
Entre os fugitivos, estava Nana, o feiticeiro, que fugiu para a Serra Madre e depois foi para o Arizona, onde formou um grupo, disposto a vingar os irmãos mortos em combate. Nana tinha muitos recursos, pois usou boa parte do produto dos saques realizados por Victorio. O novo chefe tinha 80 anos, muitos truques e audácia pura. Atacou colonos, saqueando e matando; atacou comboios militares, para se abastecer de armas e munições; e sempre sumia nos desfiladeiros, deixando os soldados para trás. Usava de toda a resistência e astúcia dos seus guerreiros, sempre fazendo o dobro do que conseguia um soldado e por isso foi considerado um grande vencedor, pois nunca foi capturado e morreu de velhice.










Gerônimo

O mais famoso guerreiro Apache começou a odiar de verdade o homem branco no dia em que retornou para casa e encontrou tudo destruído, a sua família assassinada. Os autores eram mexicanos. Então sua vida resumiu-se a uma palavra, um sentido: Vingança!
Este índio rebelde foi um constante problema para o governo americano, que gastou milhões ao mobilizar mais de 10 mil soldados em sua captura. Ele erguia o lenço branco da paz quando estava em maus lençóis e uma vez capturado, fugia em seguida. Aprendeu com os brancos o seu modo de lutar e utilizou as armas que contra ele usavam, inclusive dinamite. Tocava fogo no mato, envenenava os poços, apagava as pegadas, atacava à noite, isso sem contar os assédios circulares e as flechas incendiárias, alem das torturas Apaches.
Venceu o General Crook, um matador de índios, e seu nome difundiu-se pelo Oeste, atraindo novos guerreiros, desejosos de combater ao seu lado. O Governo Americano não agüentava mais a pressão da opinião pública, eficientemente excitada pelos diretamente prejudicados pela tensão regional do poderio indígena e patrocinou mais uma campanha contra os Apaches, liderada pelo General Miles, que grande estrategista e mostrando grande poder de fogo, conseguiu vencer o ceticismo de Gerônimo e o convenceu a se render em 1886, sendo confinado em Forte Sill, onde morreu em 1909.
Tal qual os habitantes nativos de todo o mundo, os Apaches sucumbiram à ganância e pressão dos colonizadores. Cochise foi o último a parar o combate e assinar um tratado definitivo com o governo americano. Entretanto, a coragem e ousadia dos Apaches em defender o seu território diante de um invasor mais numeroso e poderoso rendeu-lhes uma grande exposição no cinema. Os diretores cinematográficos vislumbraram o potencial e exploraram ao máximo a imagem desse povo, quase sempre mostrando o lado sanguinário e feroz dos índios.
Durante anos, vimos nos cinemas os filmes de faroeste onde os Apaches, seguidos de Sioux e Comanches, eram os grandes vilões, e sempre eram vencidos pelos casacas-azuis. Mais tarde surgiram alguns filmes explorando o lado bom dos índios, mas o estrago já estava feito. Passado um século desde a colonização do oeste americano, já se vê os índios com outros olhos e felizmente vemos que nem todos eram maus e apenas defendiam sua terra, tradições e sobrevivência com unhas, dentes, arco e flechas.
Créditos:




 

XAMÃ FENIX














BEM VINDOS A XAMÃ FENIX!!!Conta uma velha lenda dos nativos norte-americanos, que um velho índio ao fazer uma Busca da Visão no topo de uma montanha, lhe apareceu IKTOMI, a aranha, e comunicou-se em linguagem sagrada. A Aranha pegou um aro de cipó e começou a tecer uma teia com cabelo de cavalo e as oferendas recebidas. tecia, o espírito da Aranha falou sobre os ciclos da vida, do nascimento á morte e das boas e más forças que atuam sobre nós em cada uma dessas fases.


XAMÃ FENIX!

SEJAM BEM VINDOS! IRMÃOS DO SOL, DA LUA,DA TERRA, DO AR

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domingo, 12 de fevereiro de 2012ESTRANHOS PÓDERES,OS ESPÍRITOS DE ANARQAQ

ESTRANHOS PODERES

Texto extraído do Time-Life - Poderes da Mente
OS ESTRANHOS PODERES DOS XAMÃS



Atualmente, a suposição de que há poderes misteriosos tende a ser vista com uma boa dose de ceticismo. Muitas culturas, porém, aceitam o contato com as forças sobrenaturais sem questioná-las.


Desde a aurora dos tempos, as sociedades tribais veneram indivíduos que supostamente possuem a capacidade de comunicar-se com espíritos e divindades.


Chamados profetas, curandeiros ou médicos - mas, de um modo mais amplo são conhecidos como xamãs.


Eles são requisitados para curar enfermidades físicas ou emocionais, obter alimento quando há fome, ajudar a encontrar objetos perdidos ou roubados, prever o futuro, controlar o tempo, trazer de volta almas fugitivas dos enfermos e guiar a dos mortos.


Em geral os xamãs entram em transe para tenta fazer contato com o mundo espiritual.
Para atingir esse estado alterado de consciência empregam meios semelhantes aos adotados em certos experimentos da moderna parapsicologia. às vezes meditam no isolamento ou se concentram nos sons rítmicos de tambores, cantos ou danças, outras jejuam ou usam plantas psicoativas.
Uma vez que a mente e o copro rendem-se ao transe, o xamã fica à vontade para visitar o mundo espiritual.



Muitas vêzes, dizem, através do vôo mágico. Lá o xamã recebe uma mensagem que pode vir sob a forma de uma canção, de uma oração ou de um ritual a ser executado; a mensagem também, pode vir como uma visão esclarecedora sobre a natureza da vida.


Em raras ocasiões, os xamãs tentaram descrever, através de palavras e imagens, algumas das mensagens frequentemente inefáveis que receberam durante suas odisséias mentais no mundo dos espíritos.


´Vejamos exemplos de três culturas tribais : os esquimós iglulik, os índios sioux oglala e os índios huichol, do México nas próximas mensagens


OS ESPÍRITOS DE ANARQAQ


Quando o explorador dinamarquês Knud Rasmussem chegou à região ártica da América do Norte em 1921 para estudar os esquimós iglulik, encontrou uma cultura que girava quase que exclusivamente em torno de uma multidão de seres invisíveis.


Além dos espíritos que habitavam cada pessoa, animal e objeto havia aqueles não especificados, responsáveis por acontecimentos aparentemente inexplicáveis, como a doença e o tempo ruim. Anarqâq, um xamã, auxiliou-o evocando seres. Rasmussem ficou sabendo que havia espíritos bondosos e prestativos, outros agressivos e maldosos, e outros decididamente maus. A comunidade inteira procurva manter os maus espíritos ao largo através de rituais e tabus, mas só os xamãs tinham o poder de baní-los por completo.


Enquanto xamã, Anarqâq era ajudado por espíritos benfazejos, que entravam em seu corpo, ou simplesmente chamavam-no Ao responder, o xamã absorvia os poderes deles. Muitos espíritos bons faziam sua primeira aparição sob a forma de monstros ou animais ferozes que deviam ser conquistados ou subjulgados, mas ao conquistar sua boa vontade, mostravam uma lealdade sem limite.


Para Anarqâc, o espírito Igtuk era responsável pelos estrondos que às vezes se ouviam vindos das montanhas articas. Na descrição do xamã, Igtuk tinha apenas um grande olho, situado entre os braços. Sua boca imensa abria-se para um abismo negro e seu queixo era coberto por pêlos espessos.


Anarqâq contou que pouco depois de seus pais morrerem, um espírito melancólico chamado Issiotôq, ou Olho Gigante, apareceu. " Não tenha medo de mim", disse o espírito, "pois eu também me debato com pensamentos tristes. Assim, ficarei a seu lado para ser seu espírito benfazejo. " Issitôq tinmha um `pêlo curto e eriçado, braços extremamente compridos e uma boca vertical com um dente longo e dois curtos; ele ajudava Anarqâq a encontrar aqueles que infringiam os tabus da tribo.


Anarqâq teve uma visão num dia de primavera. Um espírito feminino chamado Qungiaruvlik tentava roubar uma criança escondendo-a em sua parka. Não houve tempo, porém, para ela conseguir o que queria: dois espíritos benfazejos bem armados salvaram a criança e mataram a sequestradora.
Kigutilik, um dos muitos espíritos que Anarqâq afirmava ter encontrado em suas caçadas, era um ser monstruoso, do tamanho de um urso. Com um rugido, Kigutilik surgira de um buraco no gelo, assustando Anarqâq, que caçava focas. De medo, o xamã fugiu sem se entender com o espírito.



Certo dia caçando caribus, Anarqâq deu de cara com esse espírito rotundo, chamado Nârtôq. Ao ver Anarqâq o espírito investiu como se quisesse atacá-lo, mas quando o xamã se preparou para a defesa, ele sumiu. Mais tarde, Nârtôk voltou e disse a Anarqâq que se ele aprendesse a controlar seu temperamento esquentado, Nârtôq passaria a ser seu espírito benfazejo.





 



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SINAIS DA NATUREZA

Os Indios americanos e os sinais da Natureza



Entendimento da Linguagem Natural


Alguma vez já se perguntou como os animais sabem quando um desastre natural se aproxima? Porque as pessoas não tomam em consideração esses sinais ao longo das suas vidas?

A natureza tem uma maneira de comunicar através da sua própria língua. Cabe-nos a nós interpretar esses sinais e usá-los para a nossa vantagem. A Natureza trabalha sempre em harmonia.


Quando os primeiros europeus chegaram à América do Norte, viram o índio americano orando aos animais, plantas, rios, lagos, o Sol, a Lua, o vento, o relâmpago, o trovão. Chamaram-lhes pagãos e selvagens. Por alguma estranha razão eles desenvolveram a idéia de que o índio não acreditava em Deus, embora em diferentes línguas tribais, havia referências a um Grande Espírito, o Grande Criador, o Criador, o Grande Mistério, ou o Grande Ser Invisível . A verdade é que não só os índios norte-americanos adoram uma entidade divina, mas também com uma profunda reverência a toda a criação.
Apesar de as forças de assimilação, os índios americanos tradicionais e os homens / mulheres santos ainda compreendem o caráter sagrado da natureza. Eles vêem a vida com a força do Espírito, A Grande "floração" em todas as coisas no universo. Devido a antigas crenças, ensinamentos e práticas espirituais , sentem-se e mantêm um parentesco directo com tudo o que existe. No sistema de crenças tradicionais dos índios americanos, tudo é uma fonte de energia, e como resultado ele deve ser reverenciado.


O índio americano tradicional, acredita que cada ser vivo na natureza tem um espírito próprio, além de ser ligado e parte do Grande Mistério. É por isso que rezar e dar graças ao sol, a lua, as estrelas, a chuva, as águas do vento, e todos aqueles que andam, rastejam, voam, nadam e , ambos visíveis e invisíveis. Sabemos que não podemos sobreviver ou viver sem as nossas relações. Também percebemos que eles não podem viver sem nós, é por isso que existe uma relação recíproca.


Evidência desse sistema de crença pode ser encontrada nos mitos, lendas e histórias. Aqui é possível encontrar referência aos animais e aves como as pessoas. O urso é o nosso avô, nossa tia cascavel, nosso primo castor , nosso tio águia, o veado nosso irmão, e búfalos nossos irmãos. Mas em um sentido mais profundo da sua ideologia, não são só as nossas relações, mas também são considerados os nossos professores, protetores, guardiões, auxiliares de sobrenatural, e as fontes de poder e conhecimento.
Isso não é romantismo, é realidade. Acredito que as pessoas modernas possam aprender com esta realidade antiga, se eles estão dispostos a mente aberta. Existe um tipo especial de entendimento telepático e simbólica entre a tradição dos índios americanos e suas relações na natureza. Nós nos comunicamos através da oração, falando, danças, cantares, meditar, tocar, cheirar e / ou tabaco oferta, queimas de ervas, alimentos, ou algum outro presente para uma das nossas relações. Como a linguagem da natureza é simbólica, ele se comunica de volta para nós de uma forma única, com símbolos naturais.



Uma fonte natural de conhecimento e poder que os índios tradicionais utilizam como parte do seu desenvolvimento e crescimento espiritual e que as pessoas ocidentais e índios americanos mais assimilados já não estão conscientes.
Instinto, no entanto, é uma realidade. É também um sistema natural de comunicação entre a natureza e as espécies, a mente eo corpo. A comunicação pode vir na forma de um símbolo físico, ou pode ser mais intuitivo, tornando-se conhecido através da linguagem, aparecendo como um palpite, um sentimento , ou uma voz interior, em um sonho ou através de uma visão.

Muitas pessoas ocidentais consideram essas formas de conhecimento natural misteriosa, sobrenatural, ou supersticioso. Eles não compreendem isso e têm medo, e como resultado encontram formas de ignorar ou desacreditár. A arte de estudar os sinais e presságios, no entanto, é uma antiga forma de conhecimento que foi utilizado por todas as raças da humanidade em um momento ou outro na história da sua evolução. Europeus, por exemplo, estudam alguns sinais na natureza para descobrir quando a planta ou colheita das culturas, quando caçar, quando fazer viagens por mar, e mesmo quando casar.

Alguma vez já ouviu "Céu vermelho de manhã, advertência para marinheiro ; céu vermelho à noite, deleite do marinheiro?" Alguns desses conhecimentos ocidentais antigos, ainda podem ser encontrados no Almanaque dos agricultores hoje (borda de água no caso Português). Para os Indios tradicionais e homens / mulheres santos, o conhecimento natural sempre foi uma realidade e uma parte natural de sua ideologia e espiritualidade. Embora a comunicação com a natureza é um sistema antigo de conhecimento, não é arcaico, porque esse conhecimento ainda é relevante hoje. Devemos lembrar que nem todos os sinais, mensagens ou presságios são ruins.


Fato, ficção ou fantasia? Quem sabe como funciona a comunicação com a natureza ou o porquê. Tudo o que sei é que em algumas situações ela não funciona. Anciãos tribais, mitos e histórias ensinam que é perfeitamente natural chamar auxílio "sobrenatural" quando todos os outros recursos parecem não funcionar. Somos ensinados que a terra está cheia de vários tipos de espíritos e poderes, bons e maus, positivos e negativos, físicos e espirituais, visíveis e invisíveis.





Algumas destas competências são ainda neutras. Somos ensinados que os poderes vêm na forma de forças naturais e elementos da natureza, tais como relâmpagos e trovões, ventos e nuvens, terremotos e incêndios, e as pessoas em animais, os pássaros, os peixes, as pessoas serpente, pessoas insecto, árvores, as plantas e as pessoas rocha.







Por outras palavras, cada parte da terra é uma fonte física e espiritual de poder e energia que afeta diretamente a nós, porque nós também somos parte integrante da grande família da Criação.


CÓDIGO DE ÉTICA

 






Hoje queremos compartilhar com vocês, o código do Conselho Indígena Inter Tribal Norte Americano. Deste conselho participam as tribos Cherokee Blackfoot, Cherokee, Lumbee Tribe, Comanche, Mohawk, Willow Cree, Plains Cree, Tuscarora, Sicangu Lakota Sioux, Crow (Montana), Northern Cheyenne (Montana).


Leiam atentamente e percebam a sabedoria que existe em cada frase. É maravilhoso!


E os índios, normalmente, são considerados “ignorantes”, sem nenhuma instrução formal… E menos “capazes” que o homem branco…
Temos muito o que aprender com eles…


Levante-se com o Sol para orar. Ore sozinho. Ore com freqüência. O GRANDE ESPÍRITO o escutará, se você ao menos, falar!
Seja TOLERANTE com aqueles que estão perdidos no caminho. A ignorância, o convencimento, a raiva, o ciúme e a avareza, originam-se de uma alma perdida. Ore para que eles reencontrem o caminho do Grande Espírito.
 
 
 
Código de Ética
 
 
Procure conhecer-se, por si mesmo. Não permita que outros façam seu caminho por você. É sua estrada, e somente sua! Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você! Trate os convidados em seu lar com muita consideração. Sirva-os com o melhor alimento, a melhor cama e trate-os com respeito e honra.
 
Não tome o que não é seu. Seja de uma pessoa, da comunidade, da natureza, ou da cultura. Se não lhe foi dado, não é seu! Respeite todas as coisas que foram colocadas sobre a Terra. Sejam elas pessoas, plantas ou animais.
 
RESPEITE os pensamentos, desejos e palavras das pessoas. Nunca interrompa os outros nem os ridicularize, nem rudemente os imite. Permita a cada pessoa o direito da expressão pessoal. Nunca fale dos outros de uma maneira má. A energia negativa que você colocar para fora no Universo, voltará multiplicada PARA VOCÊ !
 
Todas as pessoas cometem erros. E todos os erros podem ser perdoados! Pensamentos maus causam doenças da mente, do corpo e do espírito. Pratique o OTIMISMO !
A NATUREZA não é para nós, ela é uma parte de nós. Toda a natureza faz parte da nossa FAMÍLIA TERRENAL. As CRIANÇAS são as sementes do nosso futuro. Plante amor nos seus corações e regue com sabedoria e lições da vida. Quando forem crescidos, dê-lhes espaço para que continuem CRESCENDO!
 
Evite machucar os corações das pessoas. O veneno da dor causada a outros, retornará à você. Seja sincero e verdadeiro em todas as situações. A honestidade é o grande teste para a nossa herança do Universo.
 
Mantenha-se equilibrado. Seu corpo Espiritual, seu corpo Mental, seu corpo Emocional e seu corpo Físico, todos necessitam ser fortes, puros e saudáveis. Trabalhe o seu corpo Físico para fortalecer o seu corpo Mental. Enriqueça o seu corpo Espiritual para curar o seu corpo Emocional.
 
Tome decisões conscientes de como você será e como reagirá. Seja responsável por suas próprias ações. Respeite a privacidade e o espaço pessoal dos outros. Não toque as propriedades pessoais de outras pessoas, especialmente objetos religiosos e sagrados. Isto é proibido.
 
Comece sendo verdadeiro consigo mesmo. Se você não puder nutrir e ajudar a si mesmo, você não poderá nutrir e ajudar os outros. Respeite outras crenças religiosas. Não force as suas crenças sobre os outros.
Compartilhe sua boa fortuna com os outros. Participe com caridade.
Aloha!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

UMA PERSPECTIVA DIMENSIONAL


 

 
 
 
 
 
 
 




Uma antiga profecia, compartilhada pelo povo nativo por todas as Américas, diz que quando a Águia da América do Norte e o Condor da América do Sul se unirem, o espírito da paz despertará na Terra. Após esperar por milênios, muitos povos nativos acreditam que o momento é agora. Os Incas avaliavam o tempo em ciclos de 1000 anos, e criaram dois períodos de 500 anos, um de escuridão e de dificuldades, seguido por 500 anos de luz e de progresso. O povo Andino acreditava que uma era de escuridão está dando prioridade a um período de 500 anos de luz. Os Astecas acreditavam que estamos na Era do 5º Sol. O povo Hopi do sudoeste da América diz que estamos no 4º Mundo, ou na 4ª encarnação da Terra. Os antigos Maias eram obcecados com o tempo, avaliando inúmeros ciclos repetitivos do tempo. Sua “Longa Contagem” começou em 3113 A .C. e termina em 21 de Dezembro de 2012. Seu calendário não termina em 2012; ele simplesmente restaura para começar outra Longa Contagem. Isto é como o velocímetro do seu carro, girando até 000000 para começar novamente.


 


 
 



As pessoas antigas em todos os lugares observavam os céus e estavam atentos à revelação dos padrões mais importantes. Eles percebiam o tempo como cíclico, padrões sem término e que se repetiam. Deste modo, a sua perspectiva diverge da nossa perspectiva mais linear, onde nós calculamos tudo, incluindo o tempo como tendo um início, meio e fim.

Em 21 de Dezembro de 2012, o curso eclíptico do sol, atravessa o plano equatorial da Via Láctea em um padrão em forma de cruz, que os antigos Maias reconheciam como a Árvore Sagrada. É um alinhamento galáctico entre o nosso sol e o dentro de nossa galáxia. Alguns dizem que isto representa uma aceleração do tempo.


Devemos nos lembrar que um calendário é apenas um instrumento de rastreamento por longos períodos de tempo, como um relógio de pulso rastreia ciclos menores de tempo. Depois de ter participado de conferências relacionadas ao tema, conversado com pessoas nativas, conversado com os meus próprios guias espirituais, e lido livros sobre o 2012 – dos quais há inúmeros – eu compreendi o calendário Maia como um mapa para as mudanças na consciência. Nós estamos mudando de sermos meramente seres da terceira dimensão – constrangidos pelo tempo e pelo espaço – para sermos humanos verdadeiramente multidimensionais, onde poderemos ter uma experiência mais holográfica ou quântica que está além do tempo. Colocado de uma forma mais simples, o calendário está indicando o término da velha consciência e o início da nova.

Eu posso imaginar os guardiões da sabedoria e os profetas Maias contemplando o futuro distante e alcançando um ponto no qual a sua visão interior não poderia ir além, porque a consciência humana tinha feito tal salto quântico que não mais estava na mesma trajetória, mas em um curso totalmente novo. Toda a consciência humana está dando este salto? Não. Mas um número suficiente está, pois já estamos no portal da transição de 2012 na consciência.


 


 

 
 
 



 

MOTIVOS PARA ESTUDAR XAMANISMO

 

 

 

 

 

 


12 Motivos para você estudar o Xamanismo


(Léo Artése)
Convido você que busca a si próprio, para juntos voarmos nos mistérios do xamanismo: 12 bons motivos para você estudar xamanismo

1. Hoje, no Planeta, a vibração está mais acelerada do que nunca.

As pessoas se preocupam cada vez mais com a pergunta : "O que eu realmente devo fazer na vida?" Nesta busca deparam-se com barreiras, seja com relacionamentos, trabalho, saúde, carreira e etc. Reforçando a coragem e a determinação, o praticante de xamanismo, mobilizado por visões e vivências, expande a sua consciência, descobre o seu papel, sua finalidade na vida. Tem uma nova inspiração, uma nova visão do viver e de tudo o que foi vivido.Aprende a se harmonizar com os acontecimentos naturais da vida.

2. Falta de sentido de pertencimento, ausência de rituais

O distanciamento da natureza e de si mesmo ocasionados pela sociedade moderna, são elementos que estão na origem do interesse crescente pelas práticas xamânicas nos últimos anos. A premissa básica é o reconhecimento que todos fazemos parte da Família Universal e tudo está interligado. O praticante compreende o "Espírito Essencial" que está dentro dele mesmo, na natureza e em todos os seres. Ele sabe quem ele é e como se relaciona com o Universo

3. Através da consciência ordinária, não conseguimos alcançar níveis profundos do nosso ser

A prática xamânica compreende a capacidade de entrar e sair de estados de consciência, de realidades não-ordinárias Através desses estados especiais se alcança uma experiência divina, acessa uma fonte de Sabedoria Superior, o auto-conhecimento através das visões. São estados que permitem conexão com mitos, símbolos, verdade interior, expandir a percepção para os mistérios que estão guardados em nós mesmos.

4. Os conflitos que rodeiam o mundo são os que habitam a consciência da humanidade e também nos afetam

As atuais ameaças humanas, assim como o bem estar, são sintomas da Mente Coletiva. As cerimônias e rituais criam ambiente propício para que cada participante possa abstrair-se do cotidiano, do mundo ordinário, entrar em estados especiais de consciência, no imaginário.Os rituais xamânicos podem trazer a consciência de que somos apenas um “microcosmo”, somos parte de “algo maior”, filhos da Terra, parte de uma terra viva.

5. Observando as rápidas mudanças no mundo, com fé e coragem, é que poderemos enfrentar as grandes mudanças

Para isso precisamos de algo verdadeiro, simples e eficiente, para poder atravessar as águas das emoções que acompanham as transformações, e o crescimento que advém das crises pessoais. Inspirados na sabedoria dos povos ancestrais,o xamanismo resgata o poder pessoal está em todos nós e que provém do desenvolvimento de nossos próprios dons. Pondo em prática os nossos talentos é que podemos viver a vida com poder e excelência. Podemos ser mais eficientes do que somos como líderes, especialistas, atletas, educadores, religiosos, comerciantes, voluntários, etc.

6. O maior desafio para a mulher/homem deste milênio é o de harmonizar suas relações e relacionamentos

Seja com a família, fornecedores, clientes, alunos, amores, amigos, chefes, funcionários, com Deus, Cosmos, com a Natureza, etc No xamanismo aprendemos a nos relacionar de quatro formas fundamentais, com os nossos quatro corpos, físico, mental, espiritual e emocional. As práticas xamânicas permitem ao espírito humano harmonizar-se com toda a Criação.

7. Todas as principais passagens da vida precisam ser claramente marcadas

Principalmente no tempo tão desafiante em que vivemos. (puberdade, menopausa, separações, mudança de trabalho, cura, aborto, novo relacionamento, aposentadoria e outros). No xamanismo temos recriado esses ritos que permitem sentir o sagrado, perceber novas dimensões, profundidades e o sentido que está faltando em nossas vidas.

8. As práticas xamânicas permitem compreender melhor a linguagem do inconsciente

Busca-se estabelecer comunicação com o nível mais profundo do ser, criar uma atmosfera sagrada que permite ir além do racional e nos modificarmos profundamente através do amor e da gratidão. Quando nos conectamos com essa extensa família da natureza, aprendemos a alinhar nossas energias para receber sua sabedoria e nos transformamos.

9. O praticante torna-se um explorador de si mesmo

Através de um chamado interior ele vive um confronto existencial que o força a sair de uma zona de conforto, do falso brilho, da alienação. Praticar xamanismo é ir em busca da excelência espiritual, é enxergar a realidade existente por trás dos conceitos, é se harmonizar com as marés naturais da vida. É trilhar o Caminho Sagrado, atravessando os portais da mente, das emoções, do corpo e do espírito.

10. O xamanismo expande a percepção para mistérios que estão guardados em nós mesmos

Aprendemos a sentir, ver e ouvir a energia.Nos religamos com o Sagrado e com a fonte criativa de tudo o que nos acontece. Aprende-se as influências e forças da Terra, e como as energias naturais, afetam a vida. Tudo na natureza cresce e muda. É um ciclo. É a busca da sabedoria que contém cada folha, em cada pedra, nas mudanças de estação, nas portas de cada direção cardeal, no movimento dos ventos, nos hábitos e talentos de cada animal, nas gravações de cada pedra, com a iluminação e calor do Sol, nos mistérios das fases da Lua, nas trilhas das Estrelas. É o estudo do Livro da Natureza.

11. O maior obstáculo para o crescimento é a inércia

A inércia cria a insensibilidade, pois priva o indivíduo de novas possibilidades, cria passividade com relação à vida. Cria falta de vitalidade, limita a criatividade e predispõe ao papel de vítima. Cada dimensão da realidade está disponível àquele que realiza o esforço de aprender a prática da viagem e os diferentes meios de consegui-lo. Assim a via xamânica permite o indivíduo viver uma experiência direta. Podemos decidir o modo que nós usaremos a energia que dispomos. Podemos ter equilíbrio entre olhar para dentro e agir para fora quando sabemos quais são os verdadeiros propósitos de nossas vidas.

12. Todos nós temos o potencial para desenvolver vários poderes xamânicos

Eles estão adormecidos dentro do nosso coração. Assim, o praticante explora sua própria consciência e vai compreendendo como os fatos acontecem, deixando de ser vítima. Sente-se inspirado pelos desafios e aprende a utilizar a energia de forma a caminhar para seu crescimento.

Para praticar esse xamanismo, você pode ser de qualquer religião, ter a sua própria crença, pois a nossa ligação é com a vida. È a busca da realização do propósito de nossa alma. É resgatar a nossa relação com o sagrado. É a crença que a verdadeira magia está dentro de cada um, no poder que temos para transformar a nossa vida, para podermos viver mais no amor, na paz e na harmonia

Você está bem próximo de sua busca. Sua procura está dentro de você e é essa parte que te conduziu à leitura desta página.






 

O ANIMAL DO PODER







Blog de espacomistico :Espaço Holístico, Animal de Poder
Uma das ferramentas mais poderosas para o crescimento pessoal do Xamã é o trabalho com os espíritos animais. Para os mais experientes neste caminho, os animais podem aparecer freqüentemente, principalmente quando se necessitam do auxílio deles. Mas encontrar um Animal de Poder às vezes pode ser uma tarefa difícil.

O modo mais fácil para começar a trabalhar com os animais de poder é estudar primeiro as habilidades naturais do animal e seus modos de como metaforicamente você vai aplicá-las em diversas situações na vida. Por exemplo, por causa de sua visão, a águia poderia lhe ajudar a manter uma visão de suas verdadeiras metas. Um imagem de uma águia capturando sua presa é uma ferramenta poderosa para ajudá-lo alcançar metas. Tais imagens servem para lhe dar a força que você precisa para manter sua visão e metas. Também estudando os modos naturais do seu animal, ajuda a criar um laço poderoso entre você e seu animal, permitindo assim o ajudar até mesmo em sua vida animal.

Estude também algum outro significado que esse animal pode ter em outras culturas. Por exemplo, para alguns: o urso representa introspecção, o colibri representa alegria, e o leopardo representa poder interno. Nós podemos usar estes mitos para nos ajudar a conectar com nossos animais de poder e como um enfoque para entender o que esses animais vieram nos ensinar.

Assim que você estabelecer uma conexão forte com seu animal de poder, você poderá convocá-lo quando desejar para auxiliá-lo e aconselhá-lo. Geralmente essa comunicação se dá pela Jornada Xamânica ou uma voz interna.

Outro modo xamânico que você pode usar para conectar os seus animais de poder, é utilizar um enfoque (um objeto físico para representar o animal) que pode ser um quadro, uma imagem, uma reprodução em miniatura, uma parte do corpo (um dente, uma asa). Qualquer um desses objetos poderão ser-lhe útil em sua conexão com ele. Segure o objeto e procure sentir a energia fluindo pelas mãos e tomando conta de todo seu ser dando-lhee a paz e o respeito necessário para a conexão.

Outro modo xamânico de conectar com seu animal é imitar o movimento dele. Este é um modo saudável para conectar com seu animal. Exercite esses movimentos para livrar-se da tensão. Combinando esses movimentos através da dança, você verá que esse ritual irá ajudar o fortalecimento espiritual e a sua conexão com seu animal.

É muito importante dentro do xamanismo, que você se transforme regularmente no seu animal, para que ele sinta-se satisfeito e possa permanecer ao seu lado. Esse espírito animal que existe na nossa mente-corpo, deseja ter a alegria de existir na forma material. Temos que encarar esse fato como uma permuta, pois tal como o ser humano deseja sentir a realidade incomum tornando-se um Xamã, também o animal de poder deseja sentir a nossa realidade entrando no corpo de um ser humano vivente. E você pode fazê-lo imitando os seus movimentos, criando uma dança que vai possibilitar o animal se expressar através de seu corpo.

Não só a dança é um meio de manter o animal ao nosso lado. Outro modo para expressar seu modo de vida, é lançar do artifício das emoções, imitando os filhotes do seu animal. Chore, sinta-se solitário e deixe seu corpo emitir qualquer som para que você sinta-se mais vivo. Sinta o piar, grunhir, uivar entre outros. Estes filhotes representam a dor de experiências passadas, como também ajudam a aumentar sua conexão com o animal.

Na maioria das vezes esses animais são seus aliados, e para saber isso é melhor pedir uma confirmação física de algum tipo. Entre em sua mente e pergunte se tal animal é seu aliado; peça que ele revele isto para você de alguma maneira dentro de uma semana. A Confirmação pode ser de muitas formas: achando pegadas, vendo um programa de televisão e então surge o animal, quadros ou estatuetas dos animais. Espere para ver o que vai acontecer. Você poderá ser surpreendido!

Se após você receber a confirmação, ainda esteja com dúvidas, peça uma confirmação física uma vez mais. Não se preocupe caso não receba nenhuma confirmação, você pode tentar outras técnicas para achar seus animais de poder.

Para que você comece a trabalhar com seu animal de poder, tudo o que você precisa, é ter respeito por seu animal. Lembre-se que o animal veio fazer com você uma parceria que visa orientar você em seu crescimento pessoal e espiritual.






Práticas Xamânicas

Blog de espacomistico :Espaço Holístico, Práticas Xamânicas
O Xamanismo como a mais antiga prática espiritual da humanidade tem como base em suas práticas o respeito pela ecologia, reconhecimento do Sagrado, necessidade de expandir a consciência e obter resposta em mundos paralelos, prática do amor incondicional . Suas práticas estabelecem contato com outros planos de consciência a fim de obter conhecimento, poder, equilíbrio, saúde. Propicia tranqüilidade, paz, profunda concentração, estimula o bem estar físico, psicológico e espiritual.
A interação harmônica dos elementos equilibra a Jornada da Nossa Alma, faz girar a Roda da Vida em harmonia. No xamanismo praticado na atualidade estudamos os talentos elementais:
A Terra é relacionada com o corpo físico e com as sensações.
A Água é relacionada com a alma e com as emoções e sentimentos.
O ar é relacionado com a mente e aos pensamentos e idéias.
O fogo é relacionado com o espírito e associado à consciência, a claridade, a inspirarão.
O reconhecimento do caminho da verdade vem da expansão da consciência e a compreensão de que o verdadeiro poder está dentro de cada praticante e provém do desenvolvimento de seus próprios dons. Inspirados na sabedoria dos povos ancestrais temos o desafio de resgatar o conhecimento acumulado nas práticas xamânicas das diversas tradições do planeta para os dias atuais. Assim, pretendemos contribuir para a saúde, autoconhecimento e o bem-estar geral do nosso povo e resgatar valores para uma vida mais harmônica e ecológicamente correta.
Os ancestrais xamânicos viviam em harmonia e equilíbrio com todos os seres, pedras, plantas, animais, pássaros, peixes e até insetos. Para garantir sua sobrevivência em ambiente hostil os homens primitivos interpretavam os sinais e as mudanças da natureza a seu redor. Viviam de acordo com os ciclos do Sol e da Lua, das mudanças das estações, manifestações da natureza, vento, chuva, etc.
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Os caminhos do xamanismo são espirituais. A prática xamânica compreende a capacidade de entrar e sair de estados de consciência, de realidades não-ordinárias Os estados alterados de consciência não envolvem apenas o transe e sim a capacidade de viajar na realidade incomum com o objetivo de encontrar espíritos animais, plantas, mentores, obter insights, promover curas, oráculos.
Os estados alterados de consciência incluem vários graus. Stanley Kryppner chega a classificar vinte estados diferentes de consciência. Elíade fala do êxtase, Castañeda fala do nagual. Nirvana, samadhi, alfa, transe, satori, consciência cósmica, supraconsciência, etc.,também são nomes para a mesma manifestação.
São através desses estados que conseguimos conexão com nossos mitos, símbolos, nossa verdade interior. Conseguimos expandir a percepção para mistérios que estão guardados em nós mesmos. Aprendemos a sentir, ver e ouvir a energia. Nos religamos com o Sagrado e com a fonte criativa de tudo o que nos acontece. Através da consciência ordinária não conseguimos alcançar níveis profundos do nosso ser. Existem diversas técnicas ou rituais para se chegar a estados mais profundos de consciência, dentre elas: tambores, danças, jejuns, plantas de poder (enteógenos), respirações, posturas corporais, e outros.
Através desses estados especiais alcança-se uma experiência divina, acessa-se uma fonte de Sabedoria Superior, podemos curar nosso corpo, nos conhecemos melhor através das visões, expandimos a nossa consciência.
Aprende-se as influências e forças da Terra e como as energias naturais afetam a vida. Tudo na natureza cresce e muda. É um ciclo. Os povos antigos consideravam a viagem circular da Terra ao redor do Sol, uma roda, representando o eterno ciclo de nascimento e desabrochar, crescimento e florescimento, maturidade e frutificação, envelhecimento e decadência, morte e decomposição e novamente renascimento, refletido na vida humana e na natureza.
Os nativos reconhecem o círculo como o principal símbolo para o entendimento dos mistérios da vida. Observaram que ele estava impresso em toda a natureza. O homem olha o mundo através dos olhos que é um círculo. A Terra, a Lua, o Sol, os planetas; são todos circulares. O nascer e o por do Sol acompanham um movimento circular. As estações formam um círculo. Os pássaros constroem ninhos em círculos, animais marcam seus territórios em círculos. As cabanas, ocas, tipis são circulares.
O xamanismo resgata a relação sagrada do homem com o planeta. O resgate dos festivais sazonais (Solstícios e Equinócios), por exemplo, não marcam apenas a jornada do Sol, mas também os pontos críticos das estações, o ciclo agrícola, nossas emoções, hábitos. Essas "Forças Verdadeiras acessadas desde o princípio na história espiritual da Terra, são resgatadas através dos séculos e podemos sentí-las atuando em todos os momentos das cerimônias.
Podemos sentir a ligação profunda que a natureza tem com a vida, nos tornarmos parte de uma comunidade global, propomos o Vôo da Consciência em busca de novos horizontes, de novas conquistas, de um novo ser, de uma nova vida. O início de uma vida pautada na sabedoria encontrada nas folhas, nos movimentos dos ventos, no poder transformador do fogo, nos espíritos ancestrais, na jornada da alma, na missão.
As religiões do mundo moderno não têm tempo para a ecologia espiritual assim como a cultura e o modelo de pensamento consumista atuante. As Grandes Religiões inspiram e apontam para uma vida eterna fora deste planeta e pouco se preocupam em honrar as realidades do espaço sagrado em que vivemos. Atualmente muitos vivem com uma sensação de separação, isolamento, um sentimento de que deva existir um sentido maior na vida. Os rituais xamânicos podem trazer a consciência de somos apenas um "microcosmo", que somos parte de "algo maior", que somos filhos da Terra, parte de uma Terra