sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

IMAGENS DE INDIOS

XAMÃ SIBERIANO

O Xamã Siberiano
A palavra «Xamã» vem da língua dos evencos (tungus), um povo caçador e de pastorícia de renas das florestas da Sibéria.
Estas regiões, partilha-se uma cosmologia de níveis, ligados por uma árvore, um pilar ou uma montanha.
Abrangem ainda a crença da separação da alma do corpo e do voo mágico da alma do xamã até ao céu e ao mundo sob a terra.
«Baixando a cabeça para o tambor, o Xamã começa a cantar baixo, lenta e melancolicamente. Bate o tambor em vários locais, com batidas calmas e espaçadas. Fica-se com a impressão de que está a chamar alguém, a reunir os seus auxiliares e a invocá-los de uma grande distância. Por vezes, baste no tambor com força e profere algumas palavras - o que significa que um dos seus auxiliadores acaba de chegar. Pouco a pouco, a canção torna-se mais alta e a baqueta do tambor bate com maior frequência. Significa isto que todos os espíritos ouviram o chamamento do seu senhor e que se aproximam dele em tropel. Por fim, as batidas no tambor tornam-se muito fortes, a tal ponto que parece que vai rebentar. O Xamã já não contempla o tambor, mas canta a plenos pulmões. Agora, todos os espíritos se reúnem. Sem se deter na canção, o Xamã coloca a sua armadura peitoral. Fica de pé no local, curvando-se ligeiramente e batendo os pés.»

O tambor responde ás batidas da baqueta com os mais diversos sons, desde sonoras batidas, com um tinido agudo metálico, até ao mais delicado dos rufares, um zunido suave e continuo. O Xamã usou ainda como um quadro reflector do som, de tal modo que, na escuridão, parecia que a sua voz se deslocava de um canto para o outro, e de baixo para cima e de cima para baixo. O xamanismo siberiano possui uma tradição extremamente antiga.
A diferença deste e de outros tipos de xamanismo (norte-americano, latino-americano, celta etc) está na crença dos siberianos de que o ser humano tem cinco almas: existe a alma que deu origem à humanidade - transmitida à criança quando a mãe lhe dá a luz; existe a alma da memória - que obriga a pessoa a sofrer; existe a alma do futuro, que dá a felicidade e a capacidade de efetuar seus desejos. Existe uma alma que observa isso tudo, e existe outra ainda mais curiosa que é o duplo xamanico - através da qual o xamã viaja através dos vários
universos.


O tambor do Xamã , decorado com símbolos cósmicos Está a ser tocado numa jornada Xamanica como ritual de fogo. Quem o toca é o filho do Xamã e o seu assistente.

O Xamã, toca o tambor segurado por seu filho, com o fim de invocar os espíritos auxiliares

A MULHER XAMÃ





 
 
Tal como o Homem Xamã também a Mulher Xamã tem um papel importante na sua sociedade.
Os países onde o Xamanismo Feminino tem mais afluência é na Índia, Taiwan, e em certas tribos da Amazónia.

O Xamanismo feiticeiro e feminista, que é a antíteses ao verdadeiro Xamanismo mágico com as suas Sacerdotisas do Fogo. Estas utilização das Plantas Sagradas e toda a magia Xamanica.
A Natureza é muito sábia, dentro de cada planta há um ser que ilumina a nossa consciência e nos guia neste caminho.
Entre os Soras (Índia), os Xamãs são principalmente mulheres. O seu poder resulta sobretudo do modo como operam numa sociedade cujas linhagens se centram nos indivíduos do sexo masculino.
Durante a aprendizagem , a futura Xamã é escoltada durante os seus sonhos pelos espíritos do mundo subterraneo dos mortos. A jornada é assustadora, mas os espíritos são amáveis e tranquilizadores. À medida que os sonhos se tornam mais regulares e menos perturbastes, perdem o aspecto assustador.

Qualquer que seja o modo como a Xamã foi escolhida, ela acabará por adaptar a uma ordem totalmente diferente da vida de todos os dias. Tal como sucede no povo Wayapi, tanto as Xamãs como as árvores são Payé - isto é, imbuídos de espíritos xamanicos - , de tal modo que as Guajiros, da Amazónia, dizem que uma pessoa que se torna Xamã passa a ser Pulasu - que é uma palavra que significa «Espirito»




O Criador colocou em cada uma de nós um pouco de Si. Todos somos aparentados entre si e com o Grande Espírito. E fez o mesmo com todos os animais, com as árvores e vegetais, com todas as pedras, com todos os elementos da natureza. Somos todos aparentados e devemos viver em intimidade e harmonia com todos os seres e com tudo no Universo.
O Criador emanam todas as energias sob forma de forças espirituais que estão espalhadas por todo o Universo.
As Xamãs são vistas como intermediárias entre o mundo espiritual e o mundo material. A transformação das energias emanadas do mundo espiritual constitui-se no poder do Xamanismo, da possibilidade de a Xamã entrar em contacto com esse mundo espiritual e de interagir com os espíritos. Existem espíritos guardiães em cada um de nós humanos, os chamados "Animais do Poder". A Xamã pode contar com espíritos auxiliares eventuais. Entre os místicos e religiosos, talvez, seja o Xamã é o mais livre, pois não está ligado a laços de comportamento e de pensamento.
Estão difundidas por todo o Universo forças espirituais muito fortes. Elas não têm representação material porque suas vibrações são muito grandes por isso são chamados "Seres de Luz". São energias puras e estão ao nosso alcance. Foram criadas pelo Grande Espírito para serem usadas por nós para que possamos atingir planos vibracionais mais elevados do nosso espírito, com o intuito de cultivar a bondade, a solidariedade, o amor e o carinho. Para tanto basta que os nossos corações estejam abertos a estas energias.

XAMANISMO

O xamanismo é uma filosofia de vida muito antiga, que visa o reencontro do homem com os ensinamentos e fluxo da natureza e com seu próprio mundo interior.


Sua origem não tem raízes históricas ou geográficas, na realidade é um conjunto de ensinamentos milenares que, através da tradição de tribos indígenas do mundo todo, foram sendo passadas até os dias de hoje.

Esses ensinamentos são baseados na observação da natureza e seus sinais: sol, lua, Terra, Água, Fogo, Ar, Animais, Plantas, Vento, Ciclos, etc...

Pode–se considerar o xamanismo como a verdadeira arte de viver.

Ao observarem o ciclo da natureza e suas manifestações, os antigos xamãs puderam perceber sua conexão com o todo . Desta forma, e se abriram para o aprendizado daquilo quem realmente somos e tornaram-se capazes de elevar a consciência e se relacionar com outras realidades e dimensões, assim como manter plena e perfeita harmonia com a natureza, possibilitando a total integração de seus corpos físico, mental, emocional e espiritual.

A prática do xamanismo utiliza-se do trabalho com: ervas, direções sagradas, rituais, jornadas xamanicas, contato com natureza e seres espirituais, ritmos, danças e movimentos corporais, elementos básicos da natureza (água, terra, ar, fogo, cristais, pedras, argila, etc...), cirurgias espirituais e técnicas de cura e purificação dos corpos físico, emocional, mental e espiritual, entre outras coisas.

Atualmente, esta havendo um resgate dos conhecimentos do xamanismo a fim de aplicá-los no dia a dia, buscando elevar a consciência e alcançar novamente o equilíbrio
O xamanismo tem como objetivos básicos: reconectar o ser com sua sabedoria interior, conexão com a multidimensionalidade do ser humano, ancoragem do poder pessoal, conexão com seres espirituais, limpeza dos corpos físico e sutis, limpeza e harmonização de ambientes, harmonização plena do ser, conscientização do aspecto espiritual de cada um e de sua inter relação com a natureza e com o planeta a que pertence, ativação das habilidades de coragem, força e sabedoria para lidar com questões generalizadas , curas e prevenção de distúrbios e doenças.

O conceito básico da cura xamanica é que " Ninguém cura o outro. A cura está dentro de cada um".

Xamanismo Norte Americano, realizado diretamente com índios Cherokees, Lakotas, Apaches, Navajos

“Percebendo que os corpos visíveis são somente símbolos de forças invisíveis os anciãos trabalham o poder divino através da manifestação dos reinos da natureza... A era de ouro reconhece as coisas vivas de um ponto de vista que Deus pode ser perfeitamente compreendido através da suprema manifestação de sua força de trabalho : a Natureza. Cada criatura existente manifesta um aspecto da inteligência e poder do Grande e Eterno criador...”

Os ensinamentos secretos de todas as Eras.

Fonte: http://www.adonaimsla.com.br/br/xamanismo.htm


O Xamanismo centra-se nos ritmos cíclicos da natureza: nascimento, morte e renascimento, a complementaridade masculino e feminino, o contato pessoal individual com ambiente imediato da terra, com as forças da terra do sol, da lua e de toda natureza.

O xamã pode ser homem ou mulher. É o mago, o curandeiro, o bruxo, o médico, o terapeuta, o conselheiro, o contador de estórias, o lider espiritual, etc.
Ele é o explorador da consciência humana. O praticante é levado a sair do torpor convencional, reconhecendo os seus limites, a sua limitada visão pessoal do mundo, buscando um plano mais universal.

Através de um chamado interior ele vive um confronto existencial
- PLANTAS DE PODER:
O uso de Plantas Sagradas vem fazendo parte da experiência humana há milênios. Não podem nunca serem confundidas com drogas que causam a dependência e colocam em risco a saúde de quem as usa. A Planta é criação de Deus, a droga é uma criação humana.
As Plantas de Poder são ingeridas em rituais. Obedecem a preceito mágico-religiosos e proporcionam cura, autoconhecimento, expansão da consciência.
Conhecidas atualmente como plantas enteógenas ( entheos = Deus dentro ) são também reconhecidas como; Plantas Mestres, Plantas Professoras, Plantas de Conhecimento, Plantas de Poder, Plantas Sagradas.

As plantas de Poder, em suas diferentes espécies, participaram e participam de cerimônias rituais em todos os continentes. Com o advento das obras de Castañeda, abriu-se uma porta para a observação do uso de plantas para expansão da consciência, porém há sinais de sua utilização em muitas escrituras sagradas.



Atualmente, existem comunidades religiosas que se utilizam de Plantas de Poder, como sacramento de seus rituais tais como; a Igreja Nativa Americana que se utiliza do Peiote ( Don Juan ) ; o Catimbó, da Jurema; O Santo Daime, a União Vegetal, e a Barquinha, da bebida Sacramental conhecida no Peru como Ayauasca, e nas matas brasileiras com os nomes; iagé, nixi honi xuma, caapi.

As Plantas de Poder aumentam a percepção, a acuidade visual e auditiva, e transportam o praticante para outras camadas vibracionais ou dimensões. A experiência é individual, algumas pessoas tem visões, outras canalizam mensagens, fazem regressões, recebem insights, recebem soluções para seus problemas com maior claridade, percebem as causas de suas doenças, recebem cura, se conectam a arquétipos, aos mitos, aos medos, traumas, símbolos que estão no inconsciente coletivo, visualizam entidades, viajam astralmente, etc...
O uso ritualístico de Plantas de Poder, proporciona, sem dúvida, uma experiência místico-religiosa de beleza incomparável, proporcionando o samadhi, o êxtase, o nirvana, o encontro com o Eu Superior, o transe.

Alerta: - A busca pelas Plantas de Poder pode ser perigosa. Não são todos os que dizem conhece-las, que as conhecem realmente. As Plantas de Poder só trazem resultados benéficos, se utilizadas dentro de um fundamento espiritual. Consagradas em rituais e preparadas de forma correta.
ANIMAIS DE PODER:
A simbologia animal está profundamente gravada no inconsciente coletivo da humanidade.
Herdamos sentimentos e recordações inconscientes que condicionam nosso comportamento consciente.

Nas religiões antigas existem registros de rituais do homem e do animal em todos os hemisférios. Exemplos como Ganesha, a divindade hindú, forma humana com cabeça de elefante; no Egito, Thot, forma humana com cabeça de falcão; o peixe e a ovelha no cristianismo.
Na mitologia grega, entre os fenícios, maias, aztecas, indios norte-americanos, na Siberia, nos cultos africanos, no Perú, entre os aborígenes australianos, entre os esquimós, índios brasileiros, no taoísmo e etc.

Nos contos Jakata conta-se que Buda em seu “Grande Despertar “ lembrou-se de encarnações animais.
Jesus, um dia, disse aos seus discípulos : “Eis que vos enviou como ovelhas no meio de lobos; portanto, sede espertos como as serpentes e simples como as pombas “. (Mateus, 10:16 )

A história também faz registros do Sermão aos Peixes, de Santo Antonio e São Francisco pregando a palavra de Deus aos pássaros.
Também o símbolo dos Quatro Evangelistas: Mateus, o Anjo ou o Homem, marcando o nascimento de Cristo; Marcos, o Leão, seu Evangelho começa no deserto; Lucas, o touro, iniciando com Zacarias, que sacrificou o Gado; João, a Águia, porque através dela o Espírito de Deus se manifesta.
Na astrologia os símbolos astrológicos são animais. Na astrologia chinesa idem. Nos chacras, há para cada vórtice um animal que carrega o bija ( semente ) . A Kundalini é representada por uma serpente.

A simbologia animal também está presente em todas as linhas de ocultismo, na alquimia, nas cartas de tarô, nas runas, no I Ching, etc.
OS ANIMAIS NO XAMANISMO:

No xamanismo passamos pela descoberta do animal guardião que está presente em cada um de nós. Seja chamado de animal de poder, espírito protetor, nagual, aliado totem, animal guardião.

É o nosso alter ego, nosso duplo. Os animais estão mais próximos do que nós da Fonte Divina. O animal é mítico, onírico. Quando compartilhamos de sua consciência animal, podemos transcender o tempo e o espaço, e, as leis de causa e efeito. A natureza da relação entre o homem e o animal é de origem espiritual. É o nosso instinto animal, nosso lado mais forte e menos racional.

Os animais de poder são manifestações dos poderes arquetípicos ocultos, que estão por trás das transformações humanas. Torna as pessoas com um corpo vigoroso, aumenta a resistência a doenças, a acuidade mental, e a auto-confiança.

Eles auxiliam no diagnóstico de doenças, na realização de objetivos desafiadores, para aumentar a disposição, auxiliam no auto-conhecimento. Enfim, um aliado.

O antropólogo Michael Harner, em seu livro “The Way of The Shaman “ descreve que quando uma pessoa está doente ela está desanimada, ou seja ela perdeu sua força animal, está deprimida, fraca e predisposta a adoecer.

No xamanismo realizamos uma ritual, com tambor, para que os praticantes se conectem com seu animal, e também deixamos nosso animal aflorar através da “ Dança do Animal “, uma outra forma de evocação.
No xamanismo, os praticantes costumam, também ter as sua canções, para evocar o poder dos animais. Através de uma maior compreensão da energia animal e da pratica de rituais e meditações, expande-se o seu poder pessoal.

Esse relacionamento poderá lhe trazer um vigor extra, ajudará a ter idéias mais criativas, a melhorar seu relacionamento com as pessoas e com o Universo, aumenta sua intuição, melhora seu poder de tomar decisões, maior disposição para enfrentar os desafios da vida, proteção contra perigos.



Paz e Luz!
Minha Guardiã
Águia, prá onde voas
Águia, prá onde vais.
A voar, a voar, a voar, a voar
A voar a voar sem parar
Águia, o que tu buscas.
Águia, o que tu procuras.
A voar, a voar, a voar, a voar.
A voar, a voar, lá no Céu.
Águia, não me abandone.
Guia meu caminhar
A voar, a voar, a voar, a voar.
A voar, a voar, para mim.
És minha Guardiã
Contigo, não vou recuar.
Vou voar, vou voar, vou voar, vou voar.
Vou voar, vou voar, com você.
 

OS SIOUX




Índios Sioux
             
Durante o processo de dominação da América do Norte, vários povos indígenas entraram em contato com os colonizadores franceses, espanhóis e ingleses. Entre uma infinidade de culturas instaladas naquela região, damos especial destaque aos índios sioux. A origem do termo tem a ver com a expressão serpente e era o termo costumeiramente utilizado pelas tribos inimigas que conheciam esta intrigante civilização, que se auto-intitulava como dakota.

A civilização sioux (ou dakota) é bastante diversificada, e ainda se subdivide em outros três grandes grupos: os tétons, yanktons e santees. Dentro de cada uma dessas divisões temos a presença de uma infinidade de tribos entre as quais se destacavam os hunkpapas, os oglalas e brulés. Em geral as tribos pertencentes à civilização sioux se encontravam na atual região nordeste dos Estados Unidos, local marcado pelas pradarias e os rios da bacia do Missouri e do Mississipi.

As principais atividades econômicas dos sioux giravam em torno da agricultura, onde a plantação de milho possuía expressivo destaque. Além disso, realizavam atividades de caça a animais de grande porte como os búfalos e bisões. A caça desses animais envolvia uma grande preparação capaz de exigir a participação de aldeias inteiras. A carne obtida desse tipo de caça era dividia entre as famílias participantes, os ossos utilizados para o artesanato e fabricação de armas e o couro para a confecção de roupas e tendas.

Os sioux eram aliados dos índios chayennne e tinham os crow como seus mais tradicionais inimigos. Antes da chegada dos colonizadores espanhóis, essa civilização realizava constantes deslocamentos territoriais em busca das manadas selvagens de gado. Com o contato com os colonizadores espanhóis, os sioux passaram a utilizar o cavalo nas atividades de caça e, com isso, sofreram um processo de sedentarização. A partir de então puderam gastar mais tempo na realização de rituais religiosos e mágicos.

A Dança do Sol era um dos mais importantes rituais praticados pelos povos sioux. Nessa cerimônia havia um processo de autoflagelação em que os participantes cravavam estacas pontiagudas na pele, que ficavam presas a um poste de madeira através de uma tira de couro. Depois disso, ficavam várias horas do dia dançando em torno desse poste, até que a pele se desprendesse da estaca. Nesse momento, o ritual alcançava seu ponto máximo com o contato com os seres do mundo espiritual.

Depois do processo de independência dos Estados Unidos, os conflitos entre os colonizadores e os povos sioux aumentaram significativamente. A resistência dessa grande civilização indígena se prolongou até o final do século XIX e marcou o processo de destruição das populações nativas da América do Norte. Atualmente, os remanescentes dos sioux se reduzem a pequenas populações que vivem nos estados de Dakota do Norte e Dakota do Sul.

sábado, 2 de novembro de 2013

O PODER DOS SONHOS

O PODER DOS SONHOS






Os sonhos revelam nossos mais profundos mistérios. O pensamento nativo crê que a alma funciona como uma ponte entre o espírito e o corpo. A alma transpõe a mortada rígida do corpo voando para o infinito mundo do espírito, ultrapassando os limites da fantasia, da imaginação. Poder vivenciar fatos extraordinários num mundo de infinitas possibilidades.
Muitos pajés brasileiros, como o Pajé Sapaim,*ver a entrevista* por exemplo, sonham com o paciente e com a planta que será ministrada. Estudos mostram que os xamãs da Ásia, América e África, tinham sonhos que os permitiam curar seus pacientes. Em muitas iniciações o xamã sonha com a morte (morte iniciática), vê seus orgãos arrancados do corpo, depois ele renascido sobe renino dos espíritos, aos céus, para conversar com outras almas, conhecer medicinas de ouitros xamãs mortos ou espiritos ancestrais, diagnosticar doenças.
Nos sonhos encontramos seres nunca antes vistos, terras e paisagens e mundos, no conhecido e desconhecido. Voltamos ao passados, encontramos almas queridas que que conviveram conosto neste planeta. Voamos sem limites.
Passamos em média um terço de nossas vidas sonhando. Separamos a vida em acordado e sonhando. Vivemos o sonho como se não fizesse parte de nossa realidade. Uma parte essencial de nossa vida. Vivemos um terço de nossa vida em realidades de múltiplas possibilidades, um mundo invisivel da Terra.
Segundo Stanley Krippner (Sonhos Exóticos - Summus) :
"Muitas tribos nativas, tais como os índios mapuches, acreditam que o ato de sonhar envolve uma jornada da alma para fora do corpo humano. Durante esse período de tempo, a alma poderia observar lugares e eventos distantes, engajando-se no que os parapsicólogos chamam de clarividência. O sonho clarividente é aquele no qual o relato do sonho corresponde precisamente a uma ocorrencia remota ou local da qual o sonhador não teria maneiras ordinárias de tomar conhecimento.
Os índios Mapuches, que acreditavam que sonhos clarividentes envolvem viagens da alma durante o período noturno, trabalham comn sonhos em três níveis. O primeiro é o nível intratextual em que as imagens dos sonhos são estudadas. O segundo é o intertextual, em que os sonhos sâo interpretados de acordo com o passado e os sonhos de outrosa membros da família. O terceiro é o nível contextual, em que os sonhos são interpretados, tendo como base a situação social e emocional do indivíduo. Os dois últimos métodos permitem a participação direta de membros das famílias no processo de interpretação dos sonhos. Eles podem ainda relacionar seus sonhos com os sonhos do sonhador.Os sonhos chados pelos ocidentais de "anômalos" (clarividência, telepatia, precognição), são considerados perfeitamente normais para os mapuches."