quarta-feira, 3 de junho de 2015

NATIVOS NORTE AMERICANOS

NATIVOS NORTE-AMERICANOS

Os primeiros habitantes da América vieram do Nordeste da Ásia (Sibéria), entre 100.000 a 30 mil a.C. Pesquisam indicam que eles alcançaram o Alasca através do estreito de Behing. Outros grupo chegaram à América do Sul, provenientes da Polinésia.

No princípio, os grupos eram nômades, migrando apra novas regiões sempre que a caça diminuia. As primeiras comunidades sedentárias surgiram por volta de 3.000 a.C.

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Devido à grande extensão territorial da América do Norte, sua população se desenvolveu de modo distinto. As tribos foram organizadas em várias famílias linguísticas, como os algonkians e os iroquois (nos Eua) e os athapascans ( no Canadá). esses grupos linguísticos dividiam-se em diversos clãs ou tribos, cuja religiosidade foi influenciada pelas características do clima onde estavam fixados e pela maneira como conseguiam alimentos por meio da caça, da pesca ou da agricultura. Os povos da região ártica (esquimós), por exemplo, desenvolveram uma religião sombria, devido aois rigores do inverno e a escassez de luz e de comida.
Apesar das diferenças entre as regiões que habitavam e entre os costumes que possuíam, esses grupos tribais apresentavam em comum a crença em espíritos que guiavam todas as atividades -caça, pesca, colheita e fases da vida humana, como o nascimento, a puberdade e a morte.

Religião Circumpolar

Como várias culturas nativas do àrtico, especialmente da Sibéria - de onde se originaram - os primitivos habitantes do norte da América (Alasca e regiões ártica e subártica) cultuavam os espíritos presentes na natureza e acreditavam no poder dos homens da medicina. (xamãs). Para eles, os seres sobrenaturais que habitam o vento, o Sol, a Lua e o Mar são capazes de impor terríveis punições quando um membro cometia crime ou violava os tabus e regras de grupo. Eles acreditavam na existência da alma e na vida após a morte tanto para os homens como para os animais.
O homem da medicina era encarregado de tarefas como invocar os espíritos bons para proteger a tribo, curar doenças e expulsar os espíritos maus, responsáveis pelas aflições humanas. Ainda hoje, cada membro do grupo, sua família e respectiva tribo devem respeitar um complexo sistema de tabus para assegurar que os animais continuarão a perpetuar sua espécie.
Os nativos norte americanos não possuem organizações religiosas, a espiritualidade para eles na verdade é um modo de vida. A espiritualidade não é a mesma de tribo para todas as tribos.
A espiritualidade nati-americana incorpora crenças de espíritos que controlam os ventos, chuva e fazem rituais para controlar o clima. Ritos de passagem para a fase adulta, nas estações. A principal característica dos nativo americanos, não importa qual a tribo é a relação com a terra.
Segue a tradução da Narração do Álbum The World in your eyes por J. Reuben Silverbird, que retrata uma visão nativa norte-americana da Criação

O MUNDO EM SEUS OLHOS

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A Nação americana foi separada pela geografia e linguagem. Ainda eles dividem muitas opiniões, mitos e lendas sobre o começo do mundo, e o respeito pelo meio ambiente da Mãe Terra e suas criaturas.


Yata-Hey !

Tire todos os pensamentos de sua mente e deixe-me levá-lo a tempos atrás
para a terra de meu povo 
e o Universo da Vida 

Nada é mais poderoso
Que a Terra e o Céu 

Através desse momento 
Entre, feche os olhos , e relaxe 
Deixe seu corpo flutuar através do fluxo do oceano 
E sua mente viajar através de águas desconhecidas 

É o começo...

O Criador da Terra criou as estrelas 
Ele pegou água em sua boca e esguichou acima até o Céu 
Mas, na primeira noite 
Suas estrelas não tinham a luz suficiente 
Então, ele pegou um cristal de quartzo, e quebrou nela, 
E o arremessou em minúsculas peças até acima do Céu 
Para misturar com a água e as estrelas 
desde então, houve luz suficiente 

Raios de Sol impregnaram a Terra 
E, desta maneira uma milagrosa união, descendência celestial estava nascendo 
Nosso povo passou a chama-los Pai Céu e Mãe Terra

Desde o começo 
Mãe Terra e Pai Céu foram sempre se mudando 
Como fumaça ao vento 
Eles poderiam se manifestar em qualquer forma no futuro 
Eles mudavam a si próprios 
Até o homem e a mulher 
Na beira de cada mundo 
Campos, plataformas de montanhas separavam campos de outros campos 

E Mãe Terra declarou :

Devo ser um lar para as minhas pequeninas crianças.
Através de meu peito eles devem tirar líquidos e alimentarem-se 
Nuvens brancas devem flutuar sobre estas Grandes Águas e , ao redor do mundo 
As nuvens devem estar firmes e repartidas pelo frio do Pai Céu 
Vertendo para baixo em jatos de chuva 
A água da Vida, até os lugares de desfiladeiros de meu corpo 

Espécies humanas e criaturas estarão aconchegadas do frio.
Ao entardecer as árvores nas altas montanhas 
Próximas as nuvens e Pai Céu 
Abaixam em direção a Mãe Terra para calor e proteção. 

Calor é mãe Terra 
Frio é Pai Céu

Alinhado como a mulher é quente
E o homem o ser frio 

Estações chegariam e viriam distintas e diferentes como seus nomes

Primavera

Verão

Outono

Inverno

As estações se articulam e formam o círculo da vida para o nosso povo acompanhar 
Tudo o que os nativos americanos fazem é num círculo é porque o poder do mundo sempre trabalha em círculos 
Assim, enquanto o arco sagrado não quebra o povo floresce 

No interior da floresta 
Quando a noite está negra 
Enquanto a Terra descansa 
A coruja permanece em guarda 
Seus olhos incandescentes 
empoleiram-se ao alto 
mostrando a silhueta da Lua 
E caçando as estrelas 

A Estrela da manhã está de pé 
O cheiro de doces trevos vestem os campos
A floresta surge viva 

Saboreia-me 
Eu sou o Vento 
Veja-me Eu sou o Urso que fica no Oeste 
Toque-me 
Eu sou o cinzento e magro Alce 
Dançando na floresta 

O rio é a vida 
Suas águas geladas espirram espumas de água 
através das montanhas 
em direção à superfície 
O arco-íris vislumbra no nevoeiro que vem apagando as águas cristalinas 

O que é a vida ?

Ela é o clarão dos vaga-lumes na noite 
É a respiração do búfalo no tempo do inverno 

O que é a morte ? 
É um inexorável bater do Sol 

Formando raios 
Queimando abaixo o solo do deserto

Você é chuva
E você pode trazer fertilidade
Ou pode trazer destruição
Você pode fazer com que o arco-íris venha com toda a sua gloria esplendorosa
com suas cores vívidas e coloridas
Você sente facilidade para tocar

Sim, você é a chuva
Você traz a vida para plantas e flores
Para as cachoeiras sem fim
Rios, correntezas que fluem

Você é chuva

O rio corre para o mar
O movimento do Oceano
É como o coração batendo de vida
E profundamente abaixo é o silencio do Universo
Como dentro de nós mesmos

Nós somos parte de todo o universo
O centro do Oceano é como nossa consciência profunda
E o arrebentar das ondas são nossos pensamentos
Chegando de fora para o nosso interior profundo
Vida do Oceano trazendo vida para as Terras

Grandes nuvens de águias,
evantem-me com seus ventos
Tragam-me para a entrada da Terra.

Senhor do Céu
Que voa próximo ao Grande Espírito
levante-me com seus ventos
Até acima do mundo

Deixe-me ver onde você me leva
Deixe-nos vivos na casa da harmonia

Que através de minha cabeça possa ser feliz
Que por meus pés possa ser feliz
Que onde que eu esteja, possa ser feliz
Que tudo ao meu redor possa ser feliz

Eu sou belo e lindo
Tudo é beleza à minha volta.

 

MUSEU INDÍGINA

Heard Museum: uma coleção de arte e cultura indígena

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No nosso primeiro dia em Phoenix fomos direto conhecer o Heard Museum em downtown, que é citado por tudo quanto é guia e site de viagem que eu li como o museu mais interessante da cidade. O motivo é simples: a coleção do Heard você raramente vai encontrar parecida em outro lugar, são objetos de arte e da cultura indígena das tribos do Arizona. O Heard Museum foi inaugurado em 1929 por um casal que colecionava objetos e arte indígena (o nome do museu é o sobrenome do casal). Tudo muito bem organizado e exposto, em 12 mil metros quadrados que incluem um prédio e jardim super bonitos, que mais parecem uma casa (mas foi construído para ser um museu mesmo desde o início e já passou por várias expansões).
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Chegando no Heard Museum, de arte e cultura indígena, em Phoenix, Arizona
O museu está dividido em 12 galerias, 4 tem exibições permanentes e 7 com exibições temporárias. Eles tem visitas guiadas gratuitas 3 vezes por dia (meio-dia e 15h falando especialmente da galeria HOME, que mostra as tribos nativas do Arizona, e às 14h mostrando os principais pontos de interesse do museu inteiro – Highlights), eu entrei nessa de 14h (dura um pouco menos de 1 hora). A minha guia era uma adolescente descendente da tribo Navajo que foi explicando vários costumes interessantes além de falar dos objetos expostos. Para crianças tem algumas exposições que são bem interativas, com trabalhos manuais pra fazer na hora e levar pra casa depois, a Julia fez vários e gostou bastante.
Começamos pela exibição permanente chamada HOME: Native People in the Southwest, mostrando os objetos de cada uma das tribos do Arizona. Logo na entrada, a Art Fence de esculturas de vidro coloridas já impressiona. Mapas e explicações sobre os pueblosNavajo, Hopi, Yaki, Maricopa, Havasupai, são muitas, tudo muito bem explicado com mapas e mostrando roupas, jóias, utensílios do dia-a-dia como cerâmica ou cestos, além de outros objetos de importância para cada tribo. Os Hopi são famosos pelos seus bonecos cerimoniais chamados Katsina e cerâmicas, os Navajo tem uma tradição têxtil, os Zuni tem lindas jóias, muita coisa interessante pra ver de cada tribo.
mostra HOME pueblos
Mostra HOME sobre os 21 pueblos e seus objetos, na foto objetos da tribo Zuni
hopi roupas katsinas e joias
Tribo Hopi: roupa e acessórios de Casamento, bonecas katsina e jóias
navajo roupas hogan
Tribo Navajo: roupas e a casa, chamada Hogan
sanjuan kaibab paiute
Tribos do Colorado, San Juan e Kaibab Paiute: vestuário e objetos
maricopa-pai-oodham
Em sentido horário: tribos Maricopa (roupas e utensílios), Pai (cestos), O’odham (cestos e objetos feitos com a mesma técnica)
apache
Apache: roupas, sapatos, bonecas e carregadores de bebê
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Gabe, Julia e Eric entre uma exposição e outra, e o Jardim ao fundo
Vimos uma galeria de cerâmica Hopi (temporária, até janeiro) com vasos lindíssimos, a nossa guia estava explicando a diferença entre os vasos utilitários e os artísticos, e também entre os desenhos tradicionais e os mais modernos. Você sabe porque algumas tribos usam cerâmica e outras usam cestos? A guia explicou que as tribos que usam cerâmicas são as que permanecem na mesma área enquanto as tribos que usam cestos são as nômades – porque os cestos são leves para carregar e não quebram, como as cerâmicas. Como a tribo Hopi não é nômade, eles se tornaram mestres em cerâmica. Outro detalhe interessante: os vasos que tem fundo plano são os vasos artísticos, enquanto os vasos utilitários são imperfeitos, porque a base era enterrada no chão pra que eles permanecessem no lugar.
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Exposição de cerâmicas da tribo Hopi, artísticas e utilitárias
Passamos para uma galeria temporária com obras da família Namingha que não pode fotografar. Amei as pinturas modernas de Dan Namingha retratando as mesas (formações rochosas com o topo plano) do Arizona, essas eu queria comprar pra levar pra minha casa (mas claro que estão fora da minha faixa de preço)! 😉
Visitamos então a galeria mais interativa, chamada We Are! Arizona’s First People que tem quiosques das 21 tribos do Arizona (reconhecidas pelo governo) explicando costumes de cada uma e espaço pra você reproduzir alguns objetos e desenhos, como uma cesta Yavapai, uma flor de papel Yaqui e um cinto Hopi. Julia passou um tempão nessa galeria, desenhando, cortando, montando objetos de papel. A guia explicou as pinturas do mural na parede, que contam a história (horrível) de como três tribos (Navajo, Yaki e tribos do Colorado) foram traídas por um soldado amigo e levadas das suas terras para um outro local, como o exército matou muita gente no caminho, e como depois as crianças foram levadas para escolas para serem ensinadas a cultura dos brancos e religião, perdendo sua identidade, língua e costumes. O mural se chama Fear of a Red Planet: Relocation and Removal 2000 (no link tem explicações detalhadas, em inglês).
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A mostra interativa We Are Arizona’s First People, Julia em ação trançando um cinto de miçangas, desenhando, o Gabe cortando…e o mural contando a história sangrenta das tribos
Passamos rapidamente pela galeria Every Picture Tells a Story que fala das paisagens e regiões que inspiraram os desenhos em objetos e roupas, com espaço para crianças colorirem.
every picture tells a story
A galeria Every Picture Tells a Story, que compara paisagens aos desenhos nativos
Fomos para uma exposição temporária (até janeiro) sobre os Apache e Gerônimo, chamadaBeyond Geronimo: The Apache Experience. Achei interessantíssimo o carregador de bebês que eles usam! Uma construção de madeira e tecido onde o bebê fica amarrado para que a mãe o transporte e pendure num galho de árvore enquanto trabalha no campo. O design do negócio é super esperto: se por acaso o vento derrubar o carregador da árvore, a aba (que protege o bebê do sol) é mais pesada que o resto e cai no chão primeiro, e devido à sua forma, impede que o bebê toque o chão – e mais, vira o carregador pra cima, assim o bebê não fica de cara pro chão. Muito legal!
Em seguida a mostra foca em Gerônimo, o índio mais famoso da história: em um dia que ele saiu com um grupo para caçar, sua família foi morta pelos soldados. De acordo com a tradição deles, quando alguém tira a vida de uma pessoa, a pessoa só vai descansar em paz quando quem matou morrer também. Como Gerônimo não sabia quais soldados tinham matado a sua família, ele e seu grupo foram atrás de todos os soldados. Depois de serem procurados e perseguidos por muito tempo (e a sua fama se espalhar), Gerônimo se entregou, porque o exército estava fazendo as maiores atrocidades em retaliação. O exército passou então a levá-lo em exibições de cultura indígena pelo país, e Gerônimo quando notou que era famoso, passou a vender objetos indígenas autografados por ele, que acabavam sendo vendidos por muito mais do que objetos sem a sua assinatura. Foi o índio mais retratado no cinema, e o seu nome virou sinônimo de coragem.
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A exposição especial sobre Gerônimo e os Apache
Passamos por uma galeria com objetos indígenas de diversos lugares do mundo, no segundo andar, e depois chegamos a uma mostra chamada Remembering Our Indian School Days: The Boarding School Experience contando a história (que eu não conhecia) sobre as escolas internas para onde vários índios eram levados à revelia. Nessas escolas eles passavam a aprender os costumes dos brancos e a religião cristã, seus cabelos eram cortados (segundo a nossa guia, a tradição é que você só corta seu cabelo se está passando por um momento difícil, seus pensamentos estão confusos ou tristes, como por exemplo a morte de alguém na família) e passavam a vestir roupas dos brancos. No processo perdiam a sua língua e costumes. Não cheguei a ver essa galeria direito, faltou tempo!
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Arte indígena pelo mundo no Heard Museum
O museu tem um café e uma loja que vende arte indígena bem grande (assim como uma galeria) no pátio, mas não chegamos a entrar. Volta e meia são realizadas apresentações de música, dança e outros costumes no museu, assim como feiras de arte e outros eventos sazonais, consulte o calendário antes de visitar.
Adorei o Heard Museum, pena que não deu pra ficar mais tempo por lá. Pra quem visita o Arizona e certamente vai encontrar pelo caminho diversas menções as suas muitas tribos, é um ótimo jeito pra aprender os nomes, quem é quem e começar a entender a cultura do lugar.

POVOS AMERINDIOS


A origem dos povos amerindios


A PALAVRA “ameríndio” é usado para substituir palavras como “índios”, “indígenas” e outros termos que são consideradas preconceituosos. Os ameríndios são todos aqueles habitantes que povoaram a América, antes das chegadas dos europeus. Mas, como esse pessoal chegou à América?
A teoria mais aceita é que as pessoas que viviam na Ásia tenham atravessado a pé o Estreiro de Bering e assim tenham conseguido acesso ao continente americano. Hoje as Ilhas Diomede ficam exatamente no mesmo lugar onde foi um dia um grande pedaço de terra que serviu de ponte para os emigrantes.
O apelido “índio” vem do fato de que, quando Cristóvão Colombo descobriu as Américas, ele estava na verdade a procura da Índia. Assim, ele chamou o povo de “indígena”. Com o tempo, receberam também o apelido de “peles vermelhas”, já que não se sabia a qual raça pertenciam.
Na América do Norte, os ameríndios também são conhecidos como povos aborígines, índios americanos, primeiras nações, nativos do Alasca ou povos indígenas da América, exceto os esquimós e os métis, que tem uma genética e uma cultura um tanto quanto diferente desse grupo.

Origem do povo ameríndio

Além dessa, existem outras teorias sobre a origem dos povos nativos americanos:
• Grande parte das religiões dos nativos ensina que os humanos foram nascidos e criados naquelas terras desde o inicio dos tempos.
• Os mórmons dizem que os ameríndios são descendentes de Lehi e dos nefitas, personagens israelitas que chegaram as Américas em 590 antes de Cristo.
• Para vários historiadores e arqueólogos, os nativos americanos são descendentes de europeus que atravessaram de alguma forma o Oceano Atlântico. Uma dessas hipóteses aponta que seria possível atravessar tal Oceano com um barco feito de papiro do antigo Egito.
• Outras teorias ainda alegam que a chegada do Homo Sapiens as Américas ocorreu primeira na América do Sul. O que reforça essa ideia são descobrimentos efetuados em Pedra Furada, no Piauí, onde fora encontrado ossos de humanos que datam cerca de 12.000 anos.
Ao longo dos tempos e com as colonizações que foi acontecendo em todo o território, se deu origem então ao complexo mosaico de povos e línguas existentes hoje em dia.

Principais nações e tribos ameríndias

Charrua
Inca
Asteca
Maias
Abipão
Araucanos
Aruaques
Chibchas
Apaches
Navajos
Iroqueses
Cheroqui
Muscógui
Creek
Seminoles
Hurons
Moicanos
Comanches
Esquimós


PROFECIA DOS HOPIS


Profecias dos Índios HOPIS
Este antigo povo da raça vermelha (descendente dos atlantes) continua a praticar a sua cultura tradicional, num grau mais elevado que a maioria dos outros nativos americanos.
A religião dos HOPI é essencialmente pacífica e envolve o respeito por todas as coisas e seres da Natureza, de acordo com os mandamentos de Maasaw, Criador e Protetor do Mundo.

Nos seus ritos religiosos, os Hopi pedem benefícios para todos os povos da Terra.
Os HOPI são uma nação nativa norte americana dos Estados Unidos da América que vive principalmente na Reserva Hopi no noroeste do Arizona, com 1,5 milhões de acres (6 000 km²), que está rodeada pela reserva Navajo. Alguns Hopi vivem na reserva indígena do Rio Colorado, no oeste do Arizona. 
A aldeia Oraibi , também referida como Old Oraibi, é uma aldeia indígena HOPI na área do município de Navajo County, no estado do Arizona, nos Estados Unidos, na parte nordeste do Estado. 
Conhecido também como Orayvi pelos seus habitantes nativos, e que está localizado na Third Mesa local da Reserva indígena HOPI perto de Kykotsmovi Village. Não há um censo ou estimativas precisas para o total da população atual da aldeia. 
Oraibi foi fundada pouco antes do ano 1100, se tornandouma das mais antigas povoações habitadas continuamente dentro dos Estados Unidos. Os arqueólogos especulam que uma série de secas severas no final do século 13 forçou os peles vermelhas HOPI a abandonarem várias aldeias menores na região e se consolidarem dentro de alguns centros populacionais maiores. 
Como Oraibi foi um desses assentamentos sobreviventes, a sua população cresceu consideravelmente, e se tornou populoso e o mais influente dos assentamentos HOPI. 
(Foto: Old Oraibi)
Estima-se que em 1890 a aldeia tinha uma população estimada em 905 habitantes, quase a metade dos que havia em 1824, que se estimava viverem em todos os assentamentos dos Hopi na época.
Oraibi permaneceu desconhecido para exploradores europeus até cerca de 1.540, quando o explorador espanhol Don Pedro de Tovar (que fazia parte da expedição de Coronado ) encontrou a civilização dos HOPI enquanto procurava as lendárias Sete Cidades de Ouro. O contato com os europeus permaneceram (e foram evitados enquanto possível) escassos até 1.629 quando a missão San Francisco estabelecida na aldeia. 
Em 1680, a Revolta Pueblo resultou em diminuição da influência espanhola na área e a cessação da missão dos jesuítas. As tentativas posteriores para restabelecer as missões em aldeias HOPI foram recebidas com repetidas falhas. A primeira (Old Oraibi) missão criada pelos jesuítas ainda hoje é visível como uma ruína.
Este antigo povo da raça vermelha (descendente dos atlantes) continua a praticar a sua cultura tradicional, num grau mais elevado que a maioria dos outros nativos americanos. A religião dos HOPI é essencialmente pacífica e envolve o respeito por todas as coisas e seres da Natureza, de acordo com os mandamentos de Maasaw, Criador e Protetor do Mundo. Nos seus ritos religiosos, os Hopi pedem benefícios para todos os povos da Terra.
Possuem uma cosmogonia que em tudo se assemelha a concepções que parecem repetir-se por todo o planeta, fato indicativo de que, de algum modo, toda a Humanidade recebeu as suas tradições de uma mesma fonte, embora as lendas e profecias tenham adquirido ao longo do tempo pequenas diferenças, insignificantes em relação ao todo e que são resultado de peculiaridades locais.
Os HOPI também acreditam na emergência e extinção cíclica dos Homens, que se renovam em raças cada vez mais evoluídas rumo a uma purificação espiritual que chegará ao termo ideal na Sétima Raça ou Sétimo Mundo (Em tudo muito semelhante à cultura hindu dos Vedas) .  
O fim do mundo segundo a tradição Hopi inclui todo aquele elenco de catástrofes descritas em outras profecias, desastres naturais inevitáveis, considerando esta tradição que o cruzamento entre as órbitas da Terra e de um astro de grandes proporções – seja planeta, asteroide ou cometa (ou uma estrela Anã Marrom, companheira de nosso Sol)  – produzirá evidentemente, grandes alterações no ecossistema terrestre.
Este fim do mundo segundo os Hopi também inclui a ideia de uma punição, de um karma negativo a ser resgatado, prevendo que a chegada de uma estrela azul em nosso sistema solar virá coroar uma seqüência de nefastas ações perpetradas pelos homens: irá acontecer uma guerra e esta será também um confronto entre valores materiais e valores espirituais. Somente os HOPI, ou os Pacíficos (de todos os povos), serão poupados, restarão uns poucos sobreviventes, sementes do Quinto Mundo, o próximo.
Existe uma rocha saibrosa num penhasco perto de Second Mesa, que pertence à reserva Hopi no Arizona. Neste penhasco está gravada uma imagem do nosso passado, presente e futuro. Este local é mais comumente conhecido como a rocha da profecia Hopi.

Os sinais gravados na rocha, que falam da profecia dos peles vermelhas da nação Hopi.
Os sinais que anunciam o grande final já estão a acontecer há algum tempo e são igualmente parecidos com todos aqueles citados em outras profecias, das mais variadas culturas pelo mundo, a grande maioria decorrentes dos aspectos negativos do notável avanço tecnológico alcançado pela Humanidade e conseqüente falta de espiritualidade.
Os HOPI, assim como outros povos, foram “salvos de um grande dilúvio” no passado e estabeleceram um acordo com o Grande Espírito (O Criador) em que nunca mais se separariam dele. Então ele fez um conjunto de sinais deixados em tábuas de pedra sagradas chamadas Tiponi, gravadas na rocha na velha aldeia em Oraibi nas quais inseriu os seus ensinamentos, profecias e avisos.
A profecia desta rocha descreve dois tipos de caminhos: o caminho daqueles que pensam preferencialmente com a cabeça (intelecto) e o daqueles que pensam mais com o coração (que compreendem a beleza e a sacralidade de toda a vida universal).
A profecia mais persistente e confirmável é uma que foi dada nos tempos antigos pelos Anciões Hopi. Esta profecia foi passada através da tradição oral e pela referência às tábuas antigas, escritas na rocha. Os anciões revelaram que haveria nove Sinais antes que surgisse o 5º Mundo.
Este quinto novo (também coincide com a idéia hindu encontrada nos Vedas) mundo seria um mundo de paz e de abundância – uma Nova Terra. De acordo com Pena Branca, um sábio ancião HOPI do antigo Clã dos Ursos, a profecia se realizaria assim:
“O Quarto Mundo terminará em breve e o Quinto Mundo então começará. Os anciões sabem disto. Os Sinais no decorrer dos anos foram se realizando e assim são poucos os que restam:”
“Este é o Primeiro Sinal: Foi-nos dito da vinda dos homens de pele branca, como Pahana, nosso perdido Irmão Branco das Estrelas. Mas estes homens não viverão como Pahana, eles serão homens que tomarão a terra que não é deles e os homens que atacarão os seus inimigos com o trovão (armas de fogo).”
“Este é o Segundo Sinal: As nossas terras verão a vinda das rodas cheias de vozes. Na sua juventude, o meu pai viu esta profecia realizar-se com os seus olhos – os homens brancos que trouxeram as suas famílias em vagões (os carroções dos colonos) pelas pradarias.”
“Este é o Terceiro Sinal: Uma estranha besta como um búfalo com grandes e longos chifres assolará a Terra em grande número. Estes Penas Brancas viram com os seus próprios olhos – a vinda do gado de longos (raça Long Horn) chifres dos homens brancos.”
“Este é o Quarto Sinal: A Terra será atravessada por cobras de aço – os caminhos-de-ferro” (as estradas de ferro e os trens).
“Este é o Quinto Sinal: A Terra será atravessada por uma rede gigante de fios de aranhas – a energia elétrica e as linhas primeiro dos telégrafos e agora pelas linhas telefônicas”.
“Este é o Sexto Sinal: A Terra será atravessada por rios de pedra que fazem imagens – auto-estradas com miragens causadas pelo Sol”.
“Este é o Sétimo Sinal: Vocês ouvirão o mar se transformar em negro e muitas coisas vivas morrerão por causa disto – derramamento de petróleo nos oceanos”.
“Este é o Oitavo Sinal: Vocês verão muitos jovens da raça branca que usam cabelos longos como a nossa gente. Eles virão e se juntarão às nações tribais, para aprenderem novos modos e sabedoria – os hippies nos anos 60 e 70.”
“E este é o Nono e Último Sinal: Vocês ouvirão uma residência nos Céus, acima da Terra, que cairá com um grande estrondo. Aparecerá como uma Estrela Azul. Logo depois disto, as cerimônias do meu povo cessarão”.

O Ancião Pena Branca continua:“Estes são os sinais que mostram que a grande destruição está a se aproximar. O mundo balançará para lá e para cá. O homem branco lutará contra outras pessoas em outras terras, com aqueles que possuem a primeira luz da sabedoria. Haverão muitas colunas de fumo e fogo, como Pena Branca viu o homem branco fazer nos desertos, não muito longe daqui. Só os que virão causarão doença e um grande número morrerá. Muitos do meu povo entendem as profecias e estarão seguros. Esses que ficarão e que vão morar nos lugares onde mora o meu povo estarão seguros.
 Uma das profecias HOPI parece estar relacionada as estrelas da Constelação das Plêiades e  profetisa: “Quando a Estrela Azul Katchina  fizer sua aparição nos céus, o Quinto Mundo então começara. Este será um dia de purificação”. 
Então haverá muito para reconstruir. E logo após Pahana ter (significa irmão branco dos céus) desaparecido, retornara e trará com ele o amanhecer do Quinto Mundo. 
Esta lenda da volta do Pahana parece estar intimamente relacionada com os Aztecas e a história de Quetzalcoatl, (assim como outras lendas da América Central). Ele plantará as sementes da sabedoria nos corações das pessoas. Até mesmo agora as sementes estão a ser plantadas. Isto abrirá o caminho para o aparecimento do Quinto Mundo”.
A profecia HOPI refere que o aparecimento da Estrela Azul Kachina nos céus iniciará um período de grande purificação, um período em que a Terra será purificada e limpa da negatividade, em preparação para o surgimento do 5º Mundo (“virá quandoSaquasohuh – a estrela azul – Kachina dançar na praça e remover a sua máscara”).
Podemos dizer que o primeiro caminho é o daqueles que usam mais o hemisfério esquerdo do cérebro, privilegiando o pensamento analítico, enquanto que o segundo caminho é o daqueles que usam mais o hemisfério direito, servindo-se mais do pensamento intuitivo. 
O homem moderno tem pouco (ou nenhum) equilíbrio porque vive numa sociedade em que o hemisfério esquerdo do seu cérebro é o dominante. Atualmente damos mais ênfase ao raciocínio analítico  e menos importância à intuição e aos sentimentos.
A profecia da rocha mostra um entroncamento no qual todas as pessoas vão ter de fazer uma escolha, ou continuam a pensar apenas com a cabeça ou decidem começar a pensar mais com o coração (o quarto Chakra, o Anahata, um centro sentiMENTAL, do amor incondicional pela vida).
Se escolherem o primeiro caminho, isso irá guiá-las à autodestruição, mas se escolherem pensar com o coração, então gradualmente regressarão ao estilo de vida natural (e pelo respeito à Mãe Terra e a sua natureza) e sobreviverão.

INDIOS HOPI






KATCHINAS(veneráveis sábios),
 os “AMIGOS” dos indios HOPI Quem eram estes seres, que vinham do espaço, procriavam na Terra sem ato sexual e auxiliavam vários povos indígenas das Américas do Norte e Central (os peles vermelhas)? De acordo com a tradição dos HOPI, a história da humanidade é dividida em períodos que eles chamam de mundos, os quais estariam separados por terríveis catástrofes naturais.   Thoth3126@gmail.com Por: Andreas Faber-Kaiser … Os índios da etnia HOPI, do Arizona, afirmam que seus antepassados foram visitados por seres que se deslocavam em naves espaciais e dominavam a arte de cortar e transportar enormes blocos de pedra {como o fizeram os sacerdotes Stolfas do Planeta GRACYEA, os gracianos, ao construirem as grandes Pirâmides do Egito e o complexo piramidal de Teotihuacan-Mirador no México}, assim como de construir túneis e instalações subterrâneas. Ver mais nos links: http://thoth3126.com.br/doy-de-maldek-parte-i-historias-de-maldek/; http://thoth3126.com.br/doy-de-maldek-parte-ii-historias-de-maldek/ Durante a trajetória da humanidade, descobrimos que a percepção do conhecimento pode levar à sabedoria ou à perdição do buscador. Este é o olhar inerente a toda aventura humana desde o momento em que vislumbramos a possibilidade de acessar a inteligência. A ele alude, por exemplo, a lenda de Teseu e Ariadne, encenada no Labirinto de Dédalo, em Cnossos, na ilha de Creta. A Meditação dentro do labirinto é inspirada no labirinto que Dédalo (Desenho acima) construiu para o Minotauro. Hoje é usado para conduzir nossa mente consciente e racional a um estado alterado de consciência e assim, entrar em contato nosso Eu Superior para nos orientar em nossa jornada de volta ao infinito de onde viemos. O esquema do dito labirinto, que se repete em desenhos parecidos em diversas culturas da Antigüidade, tal como aparece gravado em moedas cretenses antigas, é idêntico a outros dois – um encontrado em uma cruz rúnica dinamarquesa e outro que simboliza a Mãe Terra entre os índios HOPI norte-americanos. A verossimilhança dos ditos esquemas, que formam partes do simbolismo próprio de culturas tão diferentes, como estas três, são realmente assombrosas e segue sendo um grande enigma para os buscadores da verdade. Também assombroso é o fato de a mitologia mediterrânea apresentar características muito semelhantes entre os índios HOPI. Sua tradição, ainda viva hoje em dia, vincula sua origem a contatos com seres de forma humana que dispunham de aparelhos voadores em formato de discos. Os textos clássicos latinos, assim como os anais laurencianos que davam conta da campanha de Carlos Magno, descrevem diversos avistamentos do gênero. As tradições dos Hopi são exatamente iguais, nas quais nos deteremos no momento. Eles vivem hoje em reserva indígena confinada no estado norte-americano do Arizona. Seu povoado principal se chama Oraibi que é o mais antigo lugar ininterruptamente habitado da América do Norte. Este é o ponto pesquisado pelo engenheiro da NASA Joseph F. Blumrich, famoso por ter reconstruído o esquema da nave vista pelo profeta Ezequiel, conforme textos bíblicos. Ele vive em Laguna Beach, na Califórnia, no limite da reserva dos HOPI, e desde 1971 mantém amizade com o índio ancião White Bear [Urso Branco], que narrou a ele, pacientemente, antigas recordações de seu povo, parte da atual tradição viva. White Bear foi um dos líderes dos HOPI, um homem sábio, membro do chamado Clã dos Coiotes e do Tribunal Tribal dos HOPI. Ele falava usando sentenças bem pensadas e somente se exprimia com certa dose de desconfiança quanto ao seu interlocutor. No tom de sua voz transparecia o ressentimento do índio norte-americano com o homem branco, que tanta dor e sofrimento causou a seu povo. Mas Blumrich conquistou sua simpatia e confiança, e, assim, o engenheiro dispõe hoje de grande acervo de informações sobre tais indígenas. “Quando eu conto nossa história, deve-se ter em mente que o tempo não é um fator de importância. Hoje em dia, o tempo surge como algo importante, que complica tudo e vira obstáculo. Mas a história do meu povo mostra como o tempo não era importante, a exemplo de como não era importante para o próprio Criador”, declarou o ancião indígena. Kassakara e os Sete Mundos De acordo com a tradição dos HOPI, a história da humanidade é dividida em períodos que eles chamam de mundos, os quais estariam separados por terríveis catástrofes naturais. O primeiro mundo sucumbiu pelo fogo. O segundo, pelo gelo. E o terceiro, pela água. Por conclusão, vivemos no quarto mundo. No total, segundo os indígenas, a humanidade deverá passar por sete mundos. Não sendo comprovados historicamente os dois primeiros mundos, a memória tribal dos HOPI remonta à época do terceiro, cujo nome era Kassakara. Este, na verdade, era o nome de um imenso continente (Lemúria) alegadamente situado no espaço ocupado atualmente pelo Oceano Pacífico, chamado Kasskara, ou “País do Leste”, cujos habitantes tinham a mesma origem que os de Kassakara. Os nativos desse outro país começaram a se expandir e a conquistar novas terras, atacando Kassakara ante a oposição desta ao domínio, e o teriam feito com armas nucleares potentíssimas. Isso nos leva a comparar tal mitologia com aquelas das epopéias hindus, descritas em obras como o Ramayana, Mahabarata e Bhagavad Gita, de milhares de anos, que se referem a armas nucleares de grande poder de destruição, usadas por tripulantes de naves celestiais chamadas de vimanas. Potentes arsenais atômicos usados na Antigüidade também remetem às deflagrações de Sodoma e Gomorra, impossíveis de se descrever e só pensáveis hoje em dia. Não se sabe como diferentes mitologias, perpetuadas por civilizações terrestres que não se conheceram, milênios atrás, são tão semelhantes e referem-se a fatos idênticos. De qualquer forma, durante o conflito entre os nativos do outro país e os habitantes de Kassakara, aqueles que foram selecionados para sobreviver e serem salvos para o mundo seguinte foram colocados “embaixo do escudo”(sob proteção), na linguagem HOPI, de modo que os projéteis inimigos não os acertassem, visto terem sido escolhidos por razões superiores – os projéteis eram destruídos no ar. Repentinamente, o País do Leste (O continente de Atlântida ficava à LESTE DAS TERRAS DOS HOPIS) desapareceu sob as águas do oceano, por causas desconhecidas – o bíblico dilúvio? Também Kasskara começou a inundar gradativamente, forçando os HOPI a buscarem um novo habitat. Neste instante, entram em ação novos personagens desta fantástica história, os Katchinas, que ajudaram os eleitos da etnia HOPI a se transladarem para as novas terras. Este fato teria marcado o fim do terceiro mundo e o começo do que seria o quarto (o nosso mundo atual). Estas misteriosas figuras já eram conhecidas há bastante tempo. Desde o primeiro mundo os humanos estavam em contato com os Katchinas, palavra que pode ser traduzida por “veneráveis sábios”. Eram seres visíveis, de aparência humana e que nunca foram tomados por deuses. Eram vistos somente como seres evoluídos, com conhecimento e potencial superiores aos humanos. Eram capazes de se locomover pelo ar em velocidade gigantesca ou aterrissar em qualquer lugar. Mas como eram seres corpóreos, precisavam de naves voadoras para seus deslocamentos, que, tal como nas crônicas romanas e de Carlos Magno, recebiam diversos nomes. White Bear explica que os Katchinas eram muito estimados, uma elite com a qual sua gente sempre estivera em contato. Seriam provenientes do planeta Toonaotekha, muito distante do Sistema Solar, e estariam visitando a Terra desde tempos remotos e imemoriais (n.t. desde a destruição de Maldek, há +/- 250 milhões de anos). Desenhos de dois tipos de Katchinas descritos pelos HOPIs e que se assemelham, e muito com a descrição que os Maias da América Central fazem de Quetzalcoatl (Um viajante do espaço, oriundo do planeta Gracyea), um super homem, que como o Katchina HOPI também vinha dos céus. Os Katchinas eram divididos em três categorias: os sábios geradores, os mestres e os guardiões da lei. Logo com a primeira das três categorias vê-se clara analogia com outras lendas míticas, pois também com os HOPI, de maneira misteriosa, os Katchinas geraram diversos homens. O ancião era perfeitamente cônscio da mística desses nascimentos e os descrevia: “Por mais estranho que possa parecer, jamais houve relações sexuais entre humanos e Katchinas, e mesmo na ausência total do ato sexual, mulheres HOPI eleitas engravidaram deles”. O Popol Vuh, a crônica central da tradição Maia, afirma algo semelhante. Os primeiros homens foram gerados “sem pai” e eram chamados apenas de “os gerados”. Suas progenitoras os tinham como que num passe de mágica, por milagre. O Popol Vuh também diz que, entre os gerados, houve homens de grande sabedoria e inteligência. Por sua vez, White Bear, que não leu esta crônica maia, sabia pela crônica dos HOPI que os Katchinas eram “homens milagrosos, poderosos, sempre prontos a ajudar, jamais a destruir”. Ornamentos exóticos e ritualísticos White Bear (Urso Branco) descreveu os artefatos usados pelos Katchinas para se moverem na atmosfera terrestre: “Se uma carapaça tiver cortada sua parte inferior, e sobre ela for adicionada outra que tiver cortada sua parte superior, teremos um corpo em formato de lentilha. Este é basicamente o aspecto de um disco voador. Hoje em dia, os Katchinas já não se manifestam na Terra. Suas danças, tão conhecidas na América do Norte, são interpretadas por homens e mulheres em simbolismo aos seres que nos visitavam antigamente”. Ocasionalmente, os Katchinas podiam ter aspecto estranho e usavam artefatos interessantes, como pulseiras, colares, munhequeiras etc. Para que as crianças Hopi se acostumassem com seu visual, fabricavam peças idênticas, para que usassem em seus corpos [Notar semelhança com a etnia Xikrin, dos índios Kayapó, do Alto Xingu brasileiro, que também se ornamentam em referência a um ser espacial chamado Bep-Kororoti]. Existem tradições orais dos HOPI que falam do retorno dos Katchinas, quando a transição para o próximo mundo começar, o que seriam os nossos dias atuais. emails de suprimentos para informatica









VISÃO



Certa vez dois jovens caçadores da 
ribo Sioux, viram uma jovem caminhando descalça e devagar, como uma visão, através das mansas colinas das pradarias. Eles haviam subido no topo de uma dessas colinas em busca de caça. Ao longe observaram um vulto, estavam seguros de era um vulto humano. Retendo o fôlego eles esperaram olhando atentamente para o local. Por fim no alto da colina apareceu uma moça maravilhosa trajando vestes de corça branca, enfeitada com desenhos primorosos. Levava a tiracolo uma sacola de pele, uma pena de águia trançada nos seus cabelos negros, reluzia a luz do sol.
O primeiro dos bravos guerreiros, deu voz ao seu desejo de acasalar-se com ela, O outro disse a ele "esta mulher é sagrada, uma visão que jamais deve ser abordada desta maneira. Mas para sua surpresa, a mulher de branco sorriu e disse: "Venha. Você terá o que deseja".
Então o homem com intenções impuras se aproximou da mulher, e nesse momento uma grande nuvem envolveu os dois. Quando a nuvem se dissipou a mulher estava em pé e do homem sobrou seu esqueleto cobertos de vermes, bezouros e uma nuvem de moscas.
Foi então que A Mulher Novilha do Búfalo Branco que era a forma na qual o Grande Espírito tinha vindo para ensinar ao povo das planícies falou ao jovem bravo que estava só: " o homem que olha primeiro a beleza a beleza exterior de uma mulher nunca conhecerá sua beleza divina pois há pó em seus olhos e ele é como um cego. Mas o homem que vê na mulher o espírito do grande do Grande SER e que vê primeiro a Beleza de seu espírito e sua verdade, esse homem conhecerá a Deus nesta mulher; e se ela quiser se deitar com ele esse homem compartilhará com ela um prazer mais pleno do que jamais poderia acontecer ao primeiro. E tudo será como deve ser.
Ela continuou dizendo -"Então meu jovem amigo, não tenha medo. você também terá o que deseja. Você e seu amigo simbolizam dois caminhos que os homens da tribo podem tomar. Se procurar primeiro a sagrada visão do Grande Espírito, estará vendo da mesma forma que o Criador, e por isso você saberá que aquilo que você necessitar da terra sempre chegará as suas mãos. Mas se preferir primeiro, esquecendo o espírito, satisfazer seus desejos terrenos, você morrerá por dentro.
Foi então que o jovem caçador perguntou quem era ela. Por um momento, com seus olhos negros como poças de trevas entre as estrelas, ela olhou fundo nos olhos do caçador como se o seu proprio olhar fosse a resposta.
"Eu sou o espírito da verdade". Sou a grande mãe que vive dentro de cada mãe, a moça que brinca em cada criança. Sou a face do Grande Espírito que seu povo esqueceu.
"Vá até seu chefe Chifre Oco Em Pé e diga-lhe que prepare uma tenda espaçosa para abrigar todo o seu povo e aguardar a minha chegada. Quero passar-lhes algo muito importante."
O homem comunicou o acontecimento a Chifre Oco Em Pé, que prontamente mandou construir uma grande tenda.
Ao terminar a tenda e reunir o seu povo, a mulher misteriosa chegou. Ela aproximando-se tirou sua bolsa dos ombros, e, segurando com ambas as mãos entregou ao chefe dizendo:
"Olhe para esta bolsa e ame-a sempre. Ela é muito sagrada, e deves trata-la como tal Dentro dela há um cachimbo sagrado para teu povo enviar suas vozes ao Grande Espírito, teu Pai e Avô."
Essa mulher apresentou-se como Mulher Novilho Búfalo Branco. Ela explicou o procedimento ritual para o uso do cachimbo, e os sete ritos em que o cachimbo deve ser usado. No final, quando ia embora falou :
" Com este cachimbo, os seres de duas pernas aumentarão em número e a eles virá tudo o que é bom. "
Dando a volta pela cabana, na direção do movimento do Sol, ela foi embora, depois de caminhar por uma curta distância olhou para trás para o povo e sentou-se. Quando voltou a levantar, o povo se assombrou, pois ela se transformou em um novilho de búfalo vermelho e castanho. O novilho andou por uma pequena distância, deitou e rolou no chão, e quando levantou era um búfalo branco. O búfalo branco andou por uma pequena distância, deitou e rolou no chão, e quando se levantou, era um búfalo negro, que se afastou de desapareceu no alto de um morro.
Segundo Campbell, a mulher wakan ( sagrada ) é o aspecto feminino do búfalo cósmico. O Búfalo Cósmico é o símbolo do Universo em seu aspecto temporal, lunar, morrendo e ressuscitando sempre, e suas 28 costelas representam os ciclos da lua. Um símbolo de renovação. Ela mesma era o novilho vermelho, cor da Terra, idêntica a cor do fornilho do cachimbo, mas também a mãe, o búfalo branco; e a avó o negro.
Segundo Campbell, a mulher wakan é o aspecto feminino do Búfalo Cósmico.
Uma forte simbologia para os participantes da cerimonia do cachimbo sagrado, é que quem o leva a boca, deve manter os seus pensamentos puros, limpos e boas intenções
Tchamnupas cachimbos sagrados
Mulher Novilha do Bufalo Branco